Ministério Público denuncia suposto desvio de repasse a ONGs de Minas Gerais

O Ministério Público Federal (MPF) no município mineiro de Uberaba ofereceu denúncia e ajuizou ação civil pública contra três ex-diretores das organizações não-governamentais (ONGs) Centro Nacional de Cidadania Negra (Ceneg) e Agência de Desenvolvimento Sustentável do Brasil Central (Adebrac) por desvio e mau emprego de recursos públicos federais em convênios com a União, por intermédio da Fundação Cultural Palmares.

Agência Estado |

Com base em relatórios da Controladoria-Geral da União (CGU), o MPF afirma que foram detectadas diversas irregularidades na execução de cinco convênios, firmados nos anos de 2000 e 2002.

Teriam sido desviados mais de R$ 800 mil de um total repassado de R$ 3,362 milhões, conforme investigação da CGU.

Gilberto Caixeta da Silva e Adélio Leocádio da Silva, respectivamente, diretor executivo e diretor administrativo do Ceneg à época dos fatos, junto com Sérgio Paulo Campos, diretor-presidente da Adebrac, foram denunciados na quinta-feira pelo crime de estelionato contra a administração pública. Eles também irão responder à acusação de improbidade na gestão dos recursos públicos na ação ajuizada pelo MPF.

A Procuradoria da República em Minas Gerais pede o ressarcimento integral dos danos causados ao patrimônio público, bem como a condenação dos ex-diretores por dano moral coletivo.

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