Ministério Público denuncia 13 por envolvimento na máfia dos fiscais

SÃO PAULO - O Ministério Público Estadual (MPE) de São Paulo ofereceu, nesta terça-feira, à Justiça denúncia contra 13 pessoas acusadas de integrar a máfia dos fiscais que atuava na região do Brás. O esquema de corrupção envolveria camelôs e fiscais da subprefeitura da Mooca. No último dia 11, o esquema foi desmontado e 11 dos 13 acusados foram presos.

Redação |


O grupo era investigado desde março pelo MPE, segundo informou em nota divulgada à imprensa. Os acusados foram flagrados, por interceptações telefônicas, exigindo dinheiro para permitir a ação de vendedores ambulantes e carrinhos de lanche que não possuem licença da Prefeitura, informou o MPE. Eles foram acusados formalmente de "formação de quadrilha, concussão, concurso material e co-autoria".

O grupo teria, ainda, conseguido arrecadar, ao longo de 15 meses, R$ 15,9 milhões. No Largo da Concórdia, por exemplo, a quadrilha cobrava semanalmente R$ 1 mil de cada um dos 500 vendedores do local, segundo o MPE. No Brás, o grupo arrecadava entre R$ 10 e R$ 20 por semana de cada um dos mais de 7 mil vendedores ambulantes da área.

Foram denunciados os fiscais Edson Alves Mosquera, Ronaldo Correa da Silva e Nilson Alves de Abreu; os camelôs Ademir Batista, Juvemar Pinto dos Santos, Maria Ivanilde Lima da Silva, Manoel Severino Bezerra de Melo, Hugo de Santana Andrade, João Jorge Cunha e Liziomar Rodrigues de Souza; o advogado Leandro Giannasi Severino Ferreira, Georges Marcelo Eivazian; o assessor lotado na Subprefeitura da Mooca, e o irmão dele, Felipe Eivazian, chefe da Fiscalização daquela subprefeitura. Mosquera é considerado o líder do grupo.

Nova máfia dos fiscais

Há dez anos, com a ajuda de camelôs, o Ministério Público de São Paulo conseguiu desmontar o maior esquema de corrupção já visto na capital. Na época, foi descoberto que vereadores indicavam subprefeitos, que atuavam com fiscais que exigiam o pagamento de propina. Várias prisões foram denunciadas e 600 pessoas foram denunciadas.

O esquema ocorreu inicialmente na administração Celso Pitta - que foi preso na operação Satiagraha, da PF - de 1993 a 1998.

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