Ministério Público debate Belo Monte com internautas

Movimento Xingu Vivo discute importância da usina hidroelétrica para a economia do Pará

Pollyana Bastos, iG Pará |

O procurador do Ministério Público Federal no Pará (MPF-PA), Felício Pontes Jr, que atua no caso de Belo Monte, participa de um bate papo ao vivo na tarde de hoje com internautas através do site www.xinguvivo.org.br. O movimento Xingu Vivo para Sempre luta pela preservação do rio e em prol das comunidades ribeirinhas da região que será afetada pela construção da hidrelétrica.

O chat começa às 16h (horário de Brasília) e 15h no horário da Região Norte. Durante a conversa, o procurador vai apontar as principais irregularidades questionadas pelo MPF no projeto da usina de Belo Monte. Os internautas podem interagir diretamente na página, sem necessidade de criar uma conta ou através do face book e twitter com a tag #PareXingu.

A entrevista com o procurador marca a estreia da ferramenta de interatividade no site. A ideia é levar especialistas de diversas áreas de atuação para discutir com os internautas os problemas de Belo Monte. Até agora a Justiça já recebeu nove Ações Civis Públicas referentes às irregularidades no empreendimento.

Projeto

Com orçamento de R$ 19 bilhões e capacidade para abastecer sozinha uma cidade como São Paulo, a Hidrelétrica de Belo Monte esteve na pauta dos candidatos à presidência deste ano. Enquanto a candidata eleita, Dilma Rousseff e seu adversário no segundo turno, José Serra, adotaram posicionamento favorável ao projeto.

Dilma e Serra embasaram seus discursos de campanha no desenvolvimento para a região e maior segurança no abastecimento de energia do Brasil. A candidata do PV, Marina Silva, ponderava que ainda eram necessários mais estudos sobre os impactos socioambientais do empreendimento.

Apagão

Os estudos da viabilidade de construção de uma hidrelétrica no rio Xingu, no Pará, começaram na década de 70, mas desde 2001, com a "crise do apagão”, o debate para concretizar o projeto de Belo Monte se tornou mais intenso. Os impactos sociais e ambientais da obra são os pontos mais polêmicos desta discussão.

O Ministério Público Federal pede explicações sobre esses impactos, principalmente na área da “volta grande”, um trecho de 100 km ao longo do Xingu que corre o risco de secar por causa da obra e prejudicar as 12 mil famílias que vivem no local praticando agricultura e pesca. O MPF também realizou estudos que indicam a possibilidade de a hidrelétrica não gerar energia durante o ano todo, por conta do volume de água no rio.

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