Ministério Público dá 45 dias para Prefeitura de São Paulo reassumir merenda

SÃO PAULO - O Ministério Público do Estado de São Paulo (MPE) enviou nesta segunda-feira à Prefeitura um pedido para que a administração cancele, suspenda ou rescinda, em um prazo de 45 dias, os seis contratos para o fornecimento de merenda escolar na rede municipal de ensino.

Agência Estado |

Seis empresas e funcionários públicos municipais são investigados sob as suspeitas de fraude em licitações, formação de cartel e corrupção.

O pedido do MPE está baseado nas provas obtidas pela promotoria de Justiça da Cidadania e pelo Grupo Atuação Especial de Repressão à Formação de Cartel e à Lavagem de Dinheiro e de Recuperação de Ativos (Gedec).

Segundo elas, a terceirização do serviço da merenda feita pela Prefeitura fez a administração pagar 3,6 vezes mais pela alimentação das crianças em relação ao que ela gastava quando fazia a merenda nas escolas. Além disso, relatórios da Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (Fipe) e do Conselho de Alimentação Escolar (CAE) da capital constataram problemas com a qualidade da merenda.

Os promotores Silvio Antonio Marques e Arthur Lemos Pinto Junior querem ainda que a Prefeitura reassuma a merenda. Em nota, a Prefeitura disse que não foi comunicada pelo MPE. No entanto, entende que as acusações feitas pelo promotor (...) ainda carecem de completa apuração, tanto no inquérito que ele comanda quanto na sindicância aberta pela Prefeitura. Assim, só quando houver conclusão dessas investigações, medidas poderão ser tomadas com convicção e justiça. As informações são do jornal "O Estado de S. Paulo".

Leia também:

Leia mais sobre: merenda

    Leia tudo sobre: merenda

    Notícias Relacionadas


      Mais destaques

      Destaques da home iG