Ministério Público acusa 7 suplentes de arrecadação ilícita em São Paulo

A ofensiva do Ministério Público (MP) contra as doações irregulares na campanha atinge também os suplentes a vereadores de São Paulo. Sete deles são acusados de ter feito captações ilícitas, dos quais três ocupam hoje vagas na Câmara Municipal.

Agência Estado |

O único julgado até agora foi Quito Formiga (PR), declarado inelegível por três anos. Ele ocupa a cadeira deixada por Marcos Cintra, que se licenciou para assumir a Secretaria do Trabalho.

Os outros dois suplentes em exercício que correm o risco de ser punidos são Anibal de Freitas (PSDB) e Edir Sales (DEM). Freitas ocupa a vaga do vereador Ricardo Teixeira (PSDB). Edir já substituiu três vereadores nesta legislatura: Milton Leite, Domingos Dissei e, atualmente, Marco Aurélio Cunha, todos do Democratas.

Caso o juiz eleitoral decida aplicar aos suplentes o mesmo critério adotado para condenar os 14 vereadores, deverão ser punidos Freitas, Edir e Aurélio Nomura (PV). Todos obtiveram só da Associação Imobiliária Brasileira (AIB) mais de 20% do total de recursos arrecadados pela campanha.

Outros três suplentes receberam doações da AIB: Myryam Athie (PDT), R$ 50 mil; Nabil Bonduki (PT), R$ 66 mil; e Ronaldo Koloszuk (PPS), R$ 25 mil. Eles também são acusados de se beneficiar de recursos repassados por concessionárias de serviços públicos, assim como Márcio Youssef (PV), que recebeu R$ 50 mil de uma viação. As informações são do jornal "O Estado de S. Paulo".

Leia mais sobre: eleições

    Leia tudo sobre: eleições

    Notícias Relacionadas


      Mais destaques

      Destaques da home iG