SÃO PAULO - A promotora de Justiça Alexandra Milaré Toledo Santos, da 93ª Promotoria de Justiça da capital paulista, acompanha as investigações sobre o roubo de quatro obras de arte da Estação Pinacoteca, no centro de São Paulo. A investigação está sendo feita pela 3ª Delegacia do Patrimônio do Departamento Estadual de Investigações Criminais (Deic).


Reprodução
Ação durou cerca de dez minutos
Na última quinta-feira, por volta do meio-dia, três homens levaram do museu os quadros "O Pintor e seu Modelo" (1963) e "Minotauro, Bebedor e Mulheres" (1933), de Pablo Picasso, a gravura "Casal" (1919), de Lasar Segall, e o "Mulheres na Janela" (1926), de Di Cavalcanti.

As obras, avaliadas em R$ 1 milhão, integram o acervo da Fundação José e Paulina Nemirovsky e estavam emprestadas à Pinacoteca. Segundo a polícia, o roubo demorou cerca de 10 minutos. Os assaltantes pagaram ingresso, entraram na exposição e saíram com as obras pela porta principal do prédio.

Novas imagens

Divulgação
Polícia divulgou retratos-falados de dois suspeitos
Novas imagens do roubo, divulgadas neste domingo, mostram que pelo menos três pessoas participaram da ação. Duas delas já tiveram seus retratos falados divulgados pela Polícia Civil.

Os investigadores esperam divulgar em breve a foto ampliada de um terceiro homem, de camisa branca, que ajudou a retirar um dos quadros da parede. O roubo, segundo o delegado assistente da 3ª Delegacia do Patrimônio, Adilson Marcondes, teria sido encomendado.

Os ladrões estiveram no local 48 horas antes do roubo. As imagens mostram que os ladrões estiveram estudando o local dois dias antes do crime. Fizeram um estudo prévio para facilitar o roubo. Não acredito que essas pessoas tenham levado os quadros para ficar de posse deles. Acreditamos que esse seja um crime encomendado, disse Marcondes.

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