O governo começa a se preparar para o retorno da venda nas farmácias do Tamiflu, antiviral usado no tratamento da Influenza A (H1N1), a chamada gripe suína. A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) recebeu a incumbência de rever a política de controle do medicamento para torná-la mais rígida do que é atualmente.

Antes da gripe suína, o medicamento era vendido nas farmácias sob prescrição médica. A ideia agora é começar a exigir a retenção da receita, assim como ocorre, por exemplo, com alguns medicamentos antidepressivos. A previsão é de que a nova classificação seja colocada em análise na próxima reunião da diretoria da Anvisa. "Há uma expectativa de que, no próximo ano, o remédio volte a ser comercializado", afirma o diretor da Anvisa, Dirceu Barbano.

O maior rigor para a venda do medicamento seria uma carta na manga para evitar que, caso tal panorama se concretize, o uso do produto seja feito de forma indiscriminada. Quando os primeiros casos de gripe suína surgiram, a empresa fabricante, a Roche, recolheu o medicamento do varejo. Não houve proibição formal do Ministério da Saúde para a comercialização nas farmácias, mas um pedido foi feito à fabricante. A Roche, por sua vez, informava que a prioridade era atender a demanda do governo.

Para a próxima onda da gripe, esperada para 2010, a estimativa é a de que haja uma produção maior do antiviral - e, consequentemente, mais oferta do produto, o que daria folga para a venda no varejo. Embora não haja nada formalmente acertado, especialistas dizem que dificilmente a fabricante colocaria o remédio nos postos de venda sem o aval do governo. O Ministério da Saúde afirmou que não há nada acertado para o retorno do Tamiflu às farmácias, só estudo. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo .

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