Ministério critica veto a novas imagens em cigarros

A Coordenadora do Programa Nacional de Controle do Tabagismo do Ministério da Saúde, Tânia Cavalcante, classificou como um desserviço para a saúde pública a liminar da Justiça Federal do Rio de Janeiro suspendendo a circulação do terceiro grupo de imagens de advertência nos maços de cigarros, prevista para começar em maio. Conforme noticiado hoje pelo jornal O Estado de S.

Agência Estado |

Paulo, a ação da Souza Cruz foi a terceira tentativa da indústria do cigarro de suspender a resolução da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa). O fabricante alega que as imagens, mais fortes do que as atuais, não são reais.

"Não se pode deixar um esforço enorme de saúde publica ser derrubado com argumentações beirando o ridículo", disse Tânia. "A indústria do tabaco é altamente perita em usar metáforas para fazer propagandas enganosas, lindas e maravilhosas para um produto que mata metade dos seus consumidores." Segundo ela, as novas imagens são uma "contrapropaganda", já que o cigarro é propagandeado das formas mais enganosas possíveis, com sabores, cores e associações positivas.

As novas imagens, entre elas a de um feto abortado e um tórax aberto, foram escolhidas depois de dois anos de estudos por um grupo multidisciplinar coordenado pelo Instituto Nacional de Câncer (Inca) e formado por pesquisadores do Laboratório de Neurofisiologia do Comportamento da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), de marketing e propaganda da Universidade Federal Fluminense (UFF) e de desenho industrial da Pontifícia Universidade Católica (PUC).

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