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Ministério anuncia novas orientações para tratamento da gripe suína

BRASÍLIA - O ministro da Saúde, José Gomes Temporão, anunciou nesta sexta-feira novas novas orientações para o tratamento e combate da gripe suína (http://ultimosegundo.ig.com.br/mundo/2009/04/30/oms+decide+mudar+nome+da+gripe+suina+5867916.html target=_toprebatizada de gripe A H1N1 pela OMS). As recomendações visam evitar a superlotação em hospitais de referência, equipados para atender casos graves da doença, e impedir o aparecimento de resistência do vírus aos medicamentos usados em casos confirmados.

Sarah Barros, repórter em Brasília |


O ministro citou o exemplo do Instituto Adolfo Lutz, em São Paulo, que nos últimos dois meses processou amostras de 1.768 pacientes e identificou 24% da ocorrência do vírus da "gripe suína". Em 51%, não se trata de gripe, nem mesmo a comum. Já se identifica, em alguns casos, maior tempo de espera [nos hospitais de referência], quando a pessoa poderia estar sendo atendida de maneira mais rápida em um centro de saúde, disse Temporão.

Segundo o ministro, o desafio agora é garantir o atendimento a pacientes com quadro grave ou com potencialidade para complicação. Isso porque a pessoas com suspeitas de contaminação com o vírus têm buscado primeiramente os hospitais de referência para identificação da doença. É preciso evitar a superlotação destes hospitais, voltados para casos graves. A orientação é que as pessoas procurem os postos de saúde ou centros de saúde mais próximo para o diagnóstico da doença, destacou o ministro.

Temporão acrescentou que, se o médico avaliar que há gravidade ou pode haver complicação, a pessoa será encaminhada a um dos 68 hospitais de referência, que somam 900 leitos. Neste caso, se fará confirmação por exame laboratorial, ressaltou. Antes, a confirmação era feita por qualquer caso de suspeita. Os sintomas da gripe suína são febre, comprometimento do estado geral do paciente, tosse e dores  muscular e articular.

Outra preocupação do ministério é com o crescimento de casos autóctones - transmitidos dentro do País. Até três semanas atrás, estes casos representavam apenas 6% do total. Nesta sexta-feira, já atingem 23,4% dos casos. "Há um aumento significativo de casos autóctones no País. O risco de que essa cadeia aumente, é maior. Por isso é importante garantir a qualidade da informação".

19 novos casos

Temporão confirmou 19 novos casos da doença no País. O total chegou a 756 casos. Os novos casos se concentram em São Paulo (7), Minas Gerais (6), Rio de Janeiro (2), Rio Grande do Sul (2), Paraná (1) e Mato Grosso do Sul (1).

Dos 756 casos confirmados, 454 (60,1%) foram de pessoas que se infectaram no exterior e 177 (23,4%), de transmissão autóctone (ocorrida dentro do território nacional). Outros 125 casos permaneciam em investigação.

O ministro da Saúde apontou que a chegada do inverno deve aumentar o número de casos, como acontece com a gripe comum. Apesar desta expectativa, Temporão reiterou que o comportamento da doença é semelhante ao da gripe comum que, em geral, apresenta quadro clínico leve e se encaminha para a cura. A letalidade é de 0,4% na gripe comum e na gripe suína. As pessoas que vão a óbito têm complicação clinica prévia, como doença cardíaca e metabólica, explicou.

O ministro também destacou que, mesmo diante do aumento no número de doentes, a transmissão da doença no Brasil está controlada. Neste momento, não existem evidência de que o vírus circule livremente, disse o ministro. Os novos casos são, segundo o órgão, resultado de contato com pessoas contaminadas.

Resistência

O ministro pontuou que há preocupação ainda com o aparecimento de resistência do vírus que causa a gripe suína ao medicamento usado no tratamento. Três países já apresentaram casos de resistência: a Dinamarca, Hong Kong e o Japão. Com isso, vemos que a medida de evitar o uso indiscriminado do medicamente foi acertada, avaliou Temporão.

Para evitar o desenvolvimento da resistência, o governo decidiu aplicar o medicamento apenas em pacientes com agravamento do estado de saúde nas primeiras 48 horas desde o início dos sintomas.

Mundo

Ao todo, 89.966 pessoas já foram infectadas pelo vírus Influenza A (H1N1) no mundo. Destas, 382 morreram, ou 0,42% do total. Entre os países que registraram a presença da doença, 35 têm casos autóctones. Em sete deles, a transmissão do vírus entre pessoas é considerada sustentada: Estados Unidos, México, Canadá, Chile, Argentina, Austrália e Reino Unido.

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