Minc quer que empresários exijam origem legal de matérias-primas

São Paulo - O ministro do Meio Ambiente, Carlos Minc, pediu hoje aos empresários locais para exigir o certificado de legalidade das matérias-primas e insumos provenientes da Amazônia, e evitar, desta forma, o desmatamento dessa região. Minc se reuniu nesta terça-feira com empresários da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp) para estabelecer um acordo entre o Governo e o empresariado com o objetivo de combater a devastação da floresta. Não se acaba com o desmatamento colocando um policial atrás de cada desmatador. É necessário criar condições dignas para os envolvidos nas cadeias produtivas, disse Minc em coletiva de imprensa.

EFE |

A profissionalização e regularização dos processos "extra-ativistas" na floresta amazônica começará em 17 de junho com um pacto entre o Governo e exportadores de óleo vegetal, que se comprometerão a não adquirir o produto proveniente das zonas de alto risco de desmatamento.

O Governo tenta também obter acordos similares com produtores de madeira, siderúrgicos e da área de carne.

"As grandes empresas serão co-responsáveis pelos crimes ambientais de seus fornecedores. Queremos a indústria como um agente de legalidade", ressaltou.

Minc indicou que pensa em aplicar no país o modelo de licenças ambientais adotado no Rio de Janeiro, onde ocupava antes o cargo de secretário estadual do Ambiente.

"Havia 15 mil licenças que não andavam. Criamos um mecanismo que nos permitiu ser ágeis, rigorosos e extremamente eficientes na defesa dos ecossistemas, negando com rapidez o que era impossível do ponto de vista técnico e analisando sobre condições o viável", disse.

"Nós adotamos procedimentos de mudar a linha repressiva com a Polícia Federal (PF) e vamos intensificar operações do Exército", afirmou.

Minc acrescentou que a Amazônia não é "apropriada" para a produção de cana-de-açúcar para etanol e soja para o biodiesel.

O presidente da Fiesp, Paulo Skaf, se mostrou disposto a debater a proposta de Minc com o empresariado paulista. "Nosso lado é o lado legal e ético e a Amazônia é prioridade", afirmou.

Paralelamente à reunião com o ministro, a Fiesp realizou um debate sobre a Amazônia com representantes da sociedade civil, do Governo e do empresariado, que centraram suas discussões no tema da demarcação de reservas indígenas e o conflito dessas comunidades com agricultores da região. EFE wgm/db

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