O ministro do Meio Ambiente, Carlos Minc, pediu ao presidente da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp), Paulo Skaf, que assine um acordo de cooperação para garantir que os produtos derivados da floresta amazônica usados pela indústria tenham origem legal. Não se acaba com o desmatamento colocando um policial atrás de cada desmatador, argumentou Minc.

"Você precisa criar condições dignas para os envolvidos nas cadeias produtivas", afirmou se referindo à necessidade de profissionalizar e regularizar os processos extrativistas.

Minc anunciou que no dia 17 será assinado um acordo com exportadores de óleo vegetais, que se comprometem a não exportar o produto proveniente de plantios em área de desmatamento na Amazônia. A idéia é que os setores de madeira e de frigoríficos também se comprometam a rejeitar produtos de origem ilegal. "As grandes empresas serão co-responsáveis pelos crimes ambientais de seus fornecedores", afirmou Minc. "Queremos a indústria como um agente de legalidade."

Licenciamento

O ministro informou que pretende aplicar para o Brasil a sistemática de licenciamento ambiental utilizada quando secretário do Meio Ambiente do Rio de Janeiro. "Havia 15 mil licenças que não andavam. Criamos um mecanismo que nos permitiu ser ágeis, rigorosos e extremamente eficientes na defesa dos ecossistemas." Minc disse que negava com rapidez o que era impossível do ponto de vista técnico e analisava, sob condições, o viável.

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