Minc quer apressar execuções do Fundo Amazônia

Uma semana antes de deixar o ministério do Meio Ambiente para disputar as eleições de outubro, o ministro Carlos Minc participou ontem de uma reunião de cúpula no Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) com o objetivo de dar mais velocidade à execução do Fundo Amazônia. O ritmo não está bom.

Agência Estado |

Temos que apressar e aumentar a execução, mas sem afrouxar os critérios, sem perder o rigor jamais. Se o projeto for uma eco-picaretagem, não botam mais um centavo", disse o ministro.

Criado por decreto do presidente Lula em agosto de 2008, quando foi anunciada a intenção da Noruega de doar US$ 1 bilhão até 2015 para ações de combate ao desmatamento e promoção do desenvolvimento sustentável, o fundo recebeu até hoje compromissos de doações em coroas norueguesas que correspondem a R$ 650 milhões (para o período 2009/2011). Os primeiros cinco projetos foram aprovados em dezembro pelo BNDES. Trata-se de financiamento de R$ 70 milhões. Outros 12 encontram-se em fase final de análise - custariam R$ 95 milhões.

De acordo com o BNDES, o processo de criação do fundo é demorado, e está dentro do previsto. Segundo Minc, o BNDES foi escolhido para gerir o fundo "porque aí não vai ter picaretagem". "Gastar bem não é fácil. Com todas as dificuldades, este foi considerado o fundo mais estruturado do mundo na última reunião de florestas, em Paris", afirmou o ministro. Os projetos aprovados foram apresentados por: Funbio-Arpa (R$ 20 milhões); FAS (R$ 19,1 milhões); TNC (R$ 16 milhões); Imazon (R$ 9,7 milhões) e Instituto Ouro Verde (R$ 5,4 milhões). Mais informações no site www.fundoamazonia.gov.br.

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