Minc: plano de habitação prevê casas com energia solar

O ministro do Meio Ambiente, Carlos Minc, disse hoje que as habitações populares do programa Minha Casa, Minha Vida, lançado hoje pelo governo federal, usarão madeira de origem certificada e terão aquecimento solar e sistema de coleta de água da chuva. Segundo o ministro, o aquecimento solar vai reduzir as emissões de gases poluentes em 830 mil toneladas e evitar a necessidade de construção de uma usina hidrelétrica de 520 megawatts (MW) de potência.

Agência Estado |

Essa economia, de acordo com o ministro, virá principalmente pela substituição do chuveiro elétrico que, segundo ele, é o "predador" no consumo de energia. "A economia será sentida no bolso dessas famílias, que vão economizar na conta de luz", afirmou.

O ministro informou que na próxima reunião do Conselho Nacional do Meio Ambiente (Conama), no dia 15 de abril, deverá ser aprovado um relatório ambiental simplificado com regras para a construção dessas casas, de modo a preservar o meio ambiente. "Onde não pode construir, não será construído", afirmou o ministro, antes da cerimônia de lançamento do programa. Para o ministro, a habitação popular "é ótima para o meio ambiente". "Quem não tem habitação popular 'faveliza' a encosta (dos morros) e constrói nas margens dos rios", disse. Segundo ele, com uma habitação popular organizada é possível evitar a poluição dos rios.

Segundo o ministro, o gasto com investimentos de proteção ambiental vai entrar na conta geral do programa. Para o aquecimento solar será gasto em cada casa cerca de R$ 1,9 mil, o que representa 3% do custo da habitação. "Isto não é um investimento. Vai ser uma economia", disse. O ministro lembrou ainda que o uso do aquecimento solar vai contribuir para a eficiência energética do País. "No final as famílias ganham, o Brasil ganha e o clima agradece". "Você usar água tratada com cloro para regar grama, dar banho em cachorro e lavar carro é um desperdício. Água tratada é cara. Nós queremos que o Brasil não seja o país do desperdício", afirmou. O ministro esclareceu que o sistema de coleta de água da chuva será incluído gradualmente no programa.

O Plano Nacional de Habitação, lançado hoje pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva, custará R$ 34 bilhões. O programa, que recebeu o nome "Minha Casa, Minha Vida", vai construir 1 milhão de moradias para famílias com renda de até 10 salários mínimos. Do total de recursos, R$ 16 bilhões terão subsídios da União e R$ 10 bilhões, subsídios dos recursos do Fundo de Garantia por Tempo de Serviço (FGTS). Também está previsto mais R$ 1 bilhão para o refinanciamento de prestações da casa própria. A União ainda financiará a infraestrutura, com mais R$ 5 bilhões, e o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) entrará com mais R$ 1 bilhão para financiar a cadeia produtiva.

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