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Minc garante que Brasil terá meta forte para corte de emissão

BRASÍLIA (Reuters) - O ministro do Meio Ambiente, Carlos Minc, afirmou nesta quarta-feira que o Brasil vai apresentar uma meta forte para o corte nas emissões de gases estufa, apesar de uma reunião do governo para tratar do tema ter terminado sem uma conclusão. O ministro, que já declarou ter como meta uma redução de 40 por cento das emissões estimadas até 2020, preferiu não especular qual seria a meta brasileira, um dia após o governo ter adiado para 14 de novembro o anúncio dos planos que serão levados à reunião da ONU sobre clima em Copenhague, em dezembro.

Reuters |

"Os dados virão. Eles serão fortes e o Brasil será, entre os países em desenvolvimento, aquele com a proposta mais forte", disse Minc a jornalistas.

Na terça-feira, uma reunião do presidente Luiz Inácio Lula da Silva com ministros para discutir a proposta brasileira terminou sem o anúncio de metas de corte nas emissões, um ponto considerado crucial para que se chegue a um acordo entre os países.

A ministra-chefe da Casa Civil, Dilma Rousseff, disse que o anúncio não deveria trazer um número determinado para a meta de redução do país, mas sim os planos que serão adotados pelo Brasil para combater as mudanças climáticas.

Minc, no entanto, garantiu que o Brasil vai apresentar uma meta.

"O Brasil vai ter uma meta forte, e não apenas a queda do desmatamento de 80 por cento (da Amazônia), mas também com a redução significativa em outros setores como agropecuária, siderurgia e desmatamento em outros biomas", afirmou o ministro.

Mais de 190 países se reunirão na capital da Dinamarca no próximo mês para negociar um novo acordo, que substituirá o Protocolo de Kyoto, para combater a mudança climática.

Entre as principais divergências estão os objetivos de redução das emissões de gases causadores do efeito estufa entre países desenvolvidos e em desenvolvimento e como levantar bilhões de dólares para ajudar os países pobres a lidar com o impacto do aquecimento global.

DESMATAMENTO

Minc deu essas declarações ao comentar dados do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe) que apontaram uma redução de 32 por cento no desmatamento da Amazônia em setembro deste ano com relação ao mesmo mês do ano passado,

Este é o melhor resultado desde 2004, segundo o Ministério do Meio Ambiente.

Em setembro de 2008, a floresta perdeu 587 quilômetros quadrados, enquanto neste ano a perda foi de 400 quilômetros quadrados no mesmo período.

O Estado que teve maior nível de diminuição do desmatamento foi o Maranhão, com queda de 86 por cento, seguido de Mato Grosso, com 38 por cento, e Amazonas, com 33 por cento.

De janeiro a setembro deste ano, a diminuição do desmatamento foi de 54 por cento, segundo os dados obtidos pelo sistema de Detecção do Desmatamento em Tempo Real (Deter), do Inpe.

"É uma queda expressiva, consistente e continuada", disse o ministro, acrescentando que a tendência do desmatamento na Amazônia é de diminuição.

O desmatamento da floresta corresponde a aproximadamente 75 por cento das emissões de dióxido de carbono do país, mas representa 52 por cento do total das emissões de gases do efeito estufa, que incluem o metano e o óxido nitroso, mais perigosos.

(Reportagem de Ana Paula Paiva; Edição de Pedro Fonseca e Maria Pia Palermo)

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