Minc diz que fica no ministério e volta a atacar ruralistas

BRASÍLIA - Depois de causar um mal estar dentro do governo, se dizendo só na luta pelo meio ambiente, e com os ruralistas, chamando-os de vigaristas, o ministro do Meio Ambiente, Carlos Minc, negou nesta quinta-feira que vá deixar o governo ou que um processo para sua saída esteja em curso. Ao que me consta não são os ruralistas que nomeiam ou demitem ministros, é o presidente Lula, disse.

Severino Motta, repórter em Brasília |

Devido à revolta do setor rural, que através da senadora Kátia Abreu (DEM-TO) chegou a pedir ao Ministério Público que afaste Minc do ministério, ele disse que "deve estar incomodando muita gente" e que vai responder as críticas reforçando a defesa do meio ambiente.

Aqueles que acham que com insultos, com provocações, vão pedir o meu pobre pescocinho, que eu vou abrir a guarda, estão muito enganados. Não perdem por esperar. Nossa resposta vai ser intensificar a luta, disse.

Apesar do clima, Minc disse que as críticas fazem parte do processo político e que ele vai tentar se entender com os diversos segmentos do agronegócio. 

Já consegui acordo com a soja, com a cana, porque não vou conseguir também com a Kátia [Abreu], que é muito mais bonita e simpática, disse.

Por fim, adepto de frases de efeito, Minc voltou a provocar os ruralistas dizendo que "estão querendo tirar uma picanha do Carlinhos Minc"

Viagem

Devido à revolta de ministros ligados ao agronegócio, um clima pesado foi instalado no Planalto contra Minc. Há informações que o presidente Lula estaria reconsiderando uma viagem à Bahia junto do ambientalista. Minc, contudo, negou tal fato.

Se tudo correr bem, vamos viajar. Cada dia no jornal é um sobressalto, mas ele [presidente Lula] vai junto comigo, disse.

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