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Indicado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva para ser o novo ministro do Meio Ambiente, em substituição à ex-ministra e senadora Marina Silva (PT-AC), o secretário de Estado do Ambiente do Rio, Carlos Minc, disse hoje que aceita o posto, desde que tenha carta branca para os projetos. Em Paris, no primeiro pronunciamento depois de ter sido convidado por Lula para assumir o cargo, Minc afirmou que quer mais dinheiro no ministério, liberdade na formação da equipe e poder para dizer não ao licenciamento ambiental de grandes empreendimentos.

Ele afirmou ainda que quer fazer alterações no Plano Amazônia Sustentável (PAS). Falando na Embaixada do Brasil na França, Minc disse que o presidente concordou com todas as condições nas conversas telefônicas que mantiveram ontem, quando recebeu o convite. "Eu disse ao Lula que queria conversar com ele na segunda-feira. Disse que tinha algumas idéias e queria algumas condições de trabalho", afirmou o secretário de Estado do Ambiente do Rio, citando três vantagens que o governador Sérgio Cabral Filho (PMDB) havia lhe assegurado na secretaria fluminense.

"São questões como o financiamento - o Rio tem milhões para meio ambiente, para saneamento, para as lagoas; também não houve nenhuma interferência na montagem da minha equipe; além disso, tem e a questão de não haver licenciamentos por imposição política", enumerou. "Para alguns grandes licenciamentos (no Rio), nós dissemos não e foi não." Lula teria concordado, o que fez Minc cancelar a agenda na capital francesa e providenciar o vôo de retorno ao Brasil, previsto para acontecer entre amanhã e sábado.

"Ele topa tudo", disse, brincando. "É meu amigo." Entre as primeiras medidas, caso seja empossado, Minc anunciou que pretende convidar o ex-governador do Acre Jorge Viana (PT) - o outro cotado para o cargo -, para ser o coordenador-executivo do PAS. O futuro ministro do Meio Ambiente não vê conflito com a indicação do ministro Extraordinário de Assuntos Estratégicos, Roberto Mangabeira Unger, destacado pelo presidente para ser o grande coordenador do plano, mas disse que as escolhas não são definitivas. "Essa é uma decisão (do presidente). As decisões podem ser mudadas."

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