Minc deve levar equipe do Rio para ministério

O novo ministro do Meio Ambiente, Carlos Minc, se reunirá amanhã com a cúpula da Secretaria de Ambiente do Rio para discutir a lista de nomes que comporá a futura direção do órgão, cujo comando assumirá na próxima semana em substituição à senadora Marina Silva (PT-AC), que se demitiu. Em seus contatos com o Brasil - ele passou a semana em Paris, em missão oficial do governo fluminense, e chega amanhã -, Minc indicou querer nomear para secretária-executiva uma auxiliar próxima, Izabella Mônica Vieira Teixeira, hoje subsecretária de Política e Planejamento Ambiental.

Agência Estado |

Para presidir o Instituto Chico Mendes, Minc deseja indicar André Ilha, presidente do Instituto Estadual de Florestas (IEF) do Rio. Outros quadros da secretaria estão cotados para migrar para o ministério.

Izabella é desde 1984 analista ambiental do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama). Já ocupou cargos de chefia também no próprio Ministério do Meio Ambiente.

É bióloga formada pela Universidade de Brasília (UnB), onde se bacharelou e licenciou na disciplina. É mestre em Planejamento Energético pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), com a dissertação “Indicadores ambientais para o monitoramento de florestas tropicais no Brasil”. Seu orientador foi o hoje presidente da Empresa de Pesquisa Energética (EPE), Maurício Tolmasquim, ligado à ministra da Casa Civil, Dilma Rousseff, uma das que reclamam de atrasos na liberação de licenças para obras. Em 2002, Izabella obteve o seu doutorado na UFRJ.

Chefe chato

Funcionários da Secretaria do Ambiente esperam que Minc repita no ministério o estilo de trabalho que imprimiu no Estado. Ele chega para trabalhar entre 8 horas e 10 horas, ficando muitas vezes até as 22 horas. É considerado um chefe do tipo “chato”, que cobra resultados e telefona para auxiliares durante o fim de semana para falar de trabalho. Toda segunda-feira, às 16 horas, reúne-se com a cúpula do órgão. O encontro muitas vezes vai até as 20 horas. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

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