O secretário do Ambiente do Estado do Rio, Carlos Minc, convidado pelo presidente Lula para assumir o cargo de ministro do Meio Ambiente, sugeriu que sofre de desequilíbrio psicológico o autor da reportagem, publicada ontem no jornal The New York Times, que afirma que a Amazônia não seria brasileira, mas sim internacional. A reportagem saiu assinada pelo correspondente do NYT no Rio de Janeiro, Alexei Barrionuevo.

"Quem faz uma proposta dessas deveria passar por uma requalificação psicológica, tal o disparate que contém. Os donos (da Amazônia) somos nós", declarou Minc, em entrevista ao sair da residência da ex-ministra do Meio Ambiente Marina Silva.

Minc deu sua receita para o Brasil mostrar que é competente nos cuidados com a Amazônia. "É evitar que vire carvão, garantir o desenvolvimento sustentável, a preservação do meio ambiente, e isso o Brasil sabe fazer. As ajudas externas são bem-vindas, desde que em projetos capazes de preservar." O secretário confirmou que pedirá ao presidente Lula a liberação das verbas para o Meio Ambiente que estão contingenciadas, que totalizam, segundo ele, R$ 850 milhões. Minc disse ter sido informado de que só 10% das verbas chegam ao Ministério do Meio Ambiente. O dinheiro é resultante de royalties de uso de água por hidrelétricas e empresas de saneamento e de royalties do petróleo.

Minc disse acreditar que, como Lula quer um Ministério do Meio Ambiente forte, "vai liberar as verbas" contingenciadas. "A pior coisa que poderia acontecer, após a saída de Marina Silva, era ter um ministério fraco, que não se impusesse ou não tivesse recursos para trabalhar", disse. "Porque é só com dinheiro que você tem condição de entrar na discussão científica, na condição de participar da discussão sobre ciência e tecnologia, saneamento ambiental." Minc acrescentou que o problema do saneamento ambiental é hoje a principal causa da poluição dos rios.

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