Minc critica lentidão na escolha de projetos para Fundo Amazônia

RIO DE JANEIRO (Reuters) - O ministro de Meio Ambiente, Carlos Minc, reclamou nesta sexta-feira da demora na escolha de projetos a serem contemplados pelo Fundo Amazônia, criado em 2008 para financiar iniciativas que promovam o uso sustentável da floresta. Em reunião da cúpula do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), responsável pela gestão do fundo, o ministro, que deixa o governo no final do mês para disputar uma vaga na Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro, pediu mais rapidez na aprovação dos projetos.

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"Tem que apressar. O ritmo não está bom e precisamos melhorar isso", disse Minc. "Como o Brasil virou vitrine, temos que mostrar boa execução de projetos. Temos que acelerar sem perder o rigor de análise jamais", acrescentou.

Até hoje, apenas cinco projetos foram contemplados pelo Fundo Amazônia, em um total de aproximadamente R$ 75 milhões. Outros oito projetos já foram enquadrados pelo BNDES, e mais 4 devem ser aprovados na semana que vem, somando mais R$ 100 milhões.

"Os cinco projetos são poucos em números, mas não em espectro", respondeu a chefe do departamento do BNDES para o Fundo da Amazônia, Cláudia Costa.

O Fundo Amazônia, até agora, conta somente com uma doação de US$ 1 bilhão feita pelo governo da Noruega. BNDES e Ministério do Meio Ambiente pretendem iniciar, no próximo mês, uma nova fase de captação de recursos para o fundo.

De acordo com Claudia Costa, o BNDES já iniciou negociações com governos e instituições de 12 países para ampliar os recursos do fundo.

O BNDES já recebeu mais de 50 projetos que poderiam ser beneficiados pelo fundo, num total de cerca de R$ 800 milhões. "Não significa que todos serão contemplados ou que estejam em conformidade com os 7 objetivos do Fundo", disse.

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