O ministro do Meio Ambiente, Carlos Minc, voltou a criticar no sábado os estudos anunciados pelo ministro de Minas e Energia, Edison Lobão, para a comercialização de carros de passeio movidos a diesel no País. ¿Eu não acho uma boa ideia¿, afirmou.

A proposta vai ser discutida com outros ministérios e terá de ser aprovada também pelos órgãos ambientais e pelo Conselho Nacional do Meio Ambiente (Conama). No que compete a mim, minha orientação para o órgão ambiental e para o Conama é não aprovar essa solução, disse.

Minc destacou que o Brasil tem o etanol como diferencial. A subtância não emite gás carbônico, causador do efeito estufa, na atmosfera. Ele lembrou que toda emissão que sai do escape do álcool é absorvida pela cana na fase de crescimento da planta.

Então, do ponto de vista das emissões, que é o que aquece (a atmosfera), o álcool é neutro. Minc referiu-se também ao biocombustível fabricado pelo Brasil. Abrir o carro para diesel, que em grande parte a gente importa, não é bom.

Minc afirmou que o  governo está tentando reduzir o teor de poluição do diesel, que era de 500 partes de enxofre por milhão, e agora está em 50 partes por milhão. O ministro lembrou que foi aprovada recentemente uma resolução no Conama, que reduz o teor de enxofre no diesel para 10 partes por milhão. A entrada em vigor, porém, será a partir de 2011.

Aí, sim, a gente vai ter  o mesmo nível da Europa. Acho uma péssima ideia liberar o diesel para os carros. Ainda por cima, nosso diesel, que não está no padrão dos outros países, que tem maior poluição de enxofre por parte

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