Minc: crise não atrapalhará doação para Fundo da Amazônia

Mesmo com a crise econômica internacional, Coréia, Japão e Suécia teriam interesse em investir no recém-criado Fundo da Amazônia, disse hoje o ministro do Meio Ambiente, Carlos Minc, após participar do 3º Fórum Internacional de Meio Ambiente Brasil-Japão, no Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), no Rio de Janeiro. Para ele, a doação ao fundo significa fazer um seguro de vida planetário, e isso independe do humor do mercado.

Agência Estado |

Minc afirmou acreditar que esses três países, além de Alemanha e Suíça, que já manifestaram interesse em investir na preservação da Amazônia, apenas aguardam a primeira reunião, no dia 24 de outubro, que definirá qual será a prioridade do primeiro ano do fundo. As alternativas estão entre: produtos florestais, recuperação de áreas degradadas e manejo florestal.

O limite do que o fundo poderá captar é calculado anualmente, de acordo com quantas toneladas de carbono deixaram de ser emitidas. Segundo esse cálculo, em 2008, o teto é de US$ 1 bilhão. A Noruega foi o primeiro país a anunciar a doação de US$1 bilhão até 2015. Porém, o recurso só será liberado se o Brasil reduzir o desmatamento no ano anterior, que não pode ultrapassar a média dos últimos dez anos.

Os países que investirem no fundo não terão nenhuma ingerência sobre como será utilizado o dinheiro. "O fundo é totalmente autônomo por uma decisão do presidente Lula (Luiz Inácio Lula da Silva). Por isso demorou dois anos para sair", disse Minc. O conselho de gestão é formado apenas por brasileiros: um terço para o governo da Amazônia, um terço para o governo federal e um terço para a sociedade civil.

Além da garantia de que a União não poderá sacar o dinheiro se não houver reduzido o desmatamento, os investidores também querem como contrapartida a possibilidade de poder acompanhar em tempo real e online o que está sendo feito com esses recursos. O site, que será construído pelo BNDES, irá mostrar quantos projetos sustentáveis estão sendo financiados, quantos empregos estão sendo criados, quantos hectares de floresta estão sendo preservados e quanto está sendo monitorado e fiscalizado.

    Leia tudo sobre: iG

    Notícias Relacionadas


      Mais destaques

      Destaques da home iG