Minc anuncia multa recorde de R$414 milhões a siderúrgicas

BRASÍLIA (Reuters) - O ministro do Meio Ambiente, Carlos Minc, disse nesta quinta-feira que o Ibama aplicou as maiores multas de sua história nos biomas Cerrado e Pantanal, no valor de 414 milhões de reais. Sessenta siderúrgicas foram multadas e receberam multas da ordem de 414 milhões de reais, declarou Minc em entrevista coletiva.

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Outros 70 milhões de reais em multas deverão ser pagos por diversos fornecedores de carvão, segundo o Ministério do Meio Ambiente.

As siderúrgicas são dos Estados de Minas Gerais, Mato Grosso do Sul e Espírito Santo. A operação do Ibama visava combater o uso ilegal de carvão vegetal nos dois biomas.

'Os principais locais de onde isso foi extraído ilegalmente das matas nativas foram o Cerrado e o Pantanal. Isso é até bom porque ficam dizendo que a gente só cuida da Amazônia; estamos cuidando aqui do Cerrado e do Pantanal também', disse Minc.

A operação só foi possível graças a um sistema eletrônico chamado Documento de Origem Florestal (DOF), utilizado pelo Ibama em tempo real. Qualquer caminhão com carvão só pode circular com o DOF, que quando emitido é instantaneamente registrado na central de fiscalização do Ibama.

'Nós estamos usando uma tecnologia do futuro para coibir crime e impunidade ambiental. Isso tem um custo relativamente baixo, uma eficiência muito alta e vai melhorar muito o nosso trabalho e reduzir praticamente a zero as fraudes', comemorou o ministro.

Segundo o Ibama, os principais ilícitos observados no mercado carvoeiro são transporte com volume de carga superior ao registrado, exploração ilegal em áreas não autorizadas e transporte utilizando um mesmo documento mais de uma vez.

(Reportagem de Ana Nicolaci da Costa)

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