Minc afirma que não aceitaria convite para substituir Marina Silva

SÃO PAULO - O secretário do Meio Ambiente do Estado do Rio de Janeiro, Carlos Minc, afirmou que ainda não conversou com Lula e com Marina Silva, mas adiantou que não aceitaria o convite para assumir o Ministério do Meio Ambiente. As informações são do Bom Dia Brasil.

Redação com agências |

De acordo com a entrevista de Minc, em Paris, ele prometeu ao governador do Rio, Sérgio Cabral (PMDB), que não se mudaria para Brasília. Lula ligou na tarde desta terça-feira para Cabral para pedir liberação do secretário, que já havia viajado para a França.

O nome de Minc, um deputado estadual que é ex-integrante do Partido Verde e atualmente está no PT, enfrenta resistências dentro do partido por não ser considerado um petista histórico.

A assessoria de imprensa de Cabral disse que o presidente ligou para o governador requisitando o secretário Carlos Minc. O governador autorizou o secretário a ser o novo ministro do Meio Ambiente. À noite, o Palácio do Planalto informou, porém, que não foi esse o tom da conversa. Na versão do Planalto, Lula telefonou para o governador do Rio, a fim de informá-lo da hipótese de que poderia precisar do Minc. 

Outro nome

Lula entrou em contato na noite desta terça-feira para o ex-governador do Acre Jorge Viana, para dizer que gostaria que ele assumisse o cargo. As informações são do jornal "Folha de S. Paulo". De acordo com a publicação, Viana e Lula devem conversar pessoalmente na manhã desta quarta-feira.

Ainda segundo a "Folha", na virada do primeiro para o segundo mandato, Lula quis trocar Marina por Viana, mas o ex-governador preferiu não substituí-la para não passar a idéia de traição. Na época, ele disse a Lula que só aceitaria a pasta na hipótese de Marina pedir para sair, o que ocorreu ontem. Jorge Viana também é um nome aprovado por vários petistas.

ABr
Viana também foi sondado

Engenheiro Florestal, Jorge Viana nasceu em setembro de 1959 e se formou

pela Universidade de Brasília. Contribuiu com a criação e depois se tornou dirigente da Fundação de Tecnologia do Acre (Funtac), instituição de pesquisa para manejo e uso sustentável dos recursos florestais.

Em 1992 Jorge Viana foi eleito prefeito de Rio Branco, capital do Acre. Sua administração é escolhida pela Fundação Getúlio Vargas para receber o prêmio de Gestão Pública e Cidadania, pelo Programa de Assentamento de Pólos Agroflorestais.

O petista foi governador do Estado do Acre duas vezes pelo partido. Foi eleito para o primeiro mandato em 1998 e reeleito em 2002 para o mandato que se iniciou em janeiro de 2003. Viana permaneceu no cargo até janeiro de 2007.

Saída de Marina Silva

A titular da pasta do Meio Ambiente, Marina Silva, pediu demissão na manhã desta terça-feira. De acordo com a assessoria do ministério, em caráter irrevogável. Ainda não foram divulgados os motivos do decisão da ministra.

Um ex-assessor da Marina, que não quis se identificar, porém, afirmou que o fato mais recente na lista de insatisfações da ministra foi a nomeação de Roberto Mangabeira Unger, ministro de Assuntos Estratégicos, para coordenador do Plano Amazônia Sustentável (PAS).

ABr/Valter Campanato
Lula encontrou Cabral nesta segunda no Rio
Com a demissão, a ministra voltará ao cargo de senadora, que atualmente é ocupado por seu suplente, Sibá Machado (PT-AC). Durante a tarde, Marina telefonou para o senador para comunicar que assumiria a vaga na Casa.

"A Marina é uma militante muito rígida e muito pura. Tenho certeza de que teve um motivo justo para sair", declarou Sibá Machado, destacando não saber, porém, o que teria levado a ministra a pedir demissão.

Marina assumiu o cargo em 2003, no primeiro mandato do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Ela vinha entrando em conflito com posturas do governo referentes a políticas de preservação do meio ambiente. Entre os choques, está o controle do desmatamento na Amazônia.

No início do ano, Marina chegou a apontar a produção agropecuária brasileira como responsável pelo aumento no desmatamento da floresta amazônica. A avaliação conflitou com o posicionamento do Ministério da Agricultura.

Marina era considerada um entrave ao crescimento econômico por parte de empresários e até mesmo de colegas do governo, uma vez que em sua gestão aumentou o rigor sobre a exploração da Amazônia.

(com informações da Agência Estado)

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