Minas Gerais deve ter palanque único para Dilma, afirma Hélio Costa

Amparado em pesquisas divulgadas na última semana que o confirmam na liderança da disputa pelo governo mineiro, o ministro das Comunicações, Hélio Costa, disse nesta segunda-feira que a posição do partido em Minas Gerais continua sendo a de formar um palanque único para fortalecer a candidatura da ministra-chefe da Casa Civil, Dilma Rousseff, à Presidência da República.

Agência Estado |

O ministro disse que agora pretende avançar nos entendimentos não só com os petistas, mas também com outros partidos da base aliada do governo federal. Ele aponta, porém, que já enxerga no PT a tendência em aderir à tese do palanque único.

"Começamos a ver que há uma certa tendência do PT de que o caminho para o melhor resultado para a candidatura de Dilma no Estado é o palanque único. Esperamos avançar nas próximas semanas em direção a um entendimento bipartidário, em relação ao PT e depois envolver outros partidos da base aliada do presidente Lula", disse o ministro, que durante a entrevista concedida estava ao lado de algumas das principais lideranças peemedebistas no Estado.

A estratégia de consolidação da aliança entre PT e PMDB ao governo do Estado, segundo ele, não passa mais pelo convencimento. "Não estamos no processo de convencimento. Nossa posição continua rigorosamente a mesma: não impomos nada, a única exigência que fazemos é de que ninguém faça exigências. Aquele que estiver mais bem posicionado e em condições de representar melhor a aliança será o candidato."

Neste sentido, a ideia, de acordo com ele, é deixar o ministério no dia 31 de março para anunciar a pré-candidatura pelo PMDB. "Até agora não pude fazê-lo, por ser membro do ministério do presidente Lula", disse.

Desde o início das negociações em torno da escolha do candidato da base aliada em Minas, Costa vem insistindo que, independente do partido, o que tivesse o melhor desempenho nas pesquisas de intenção de voto deveria ser o indicado. Por outro lado, o diretório estadual do PT não se mostrava disposto a abrir mão da candidatura própria e tinha dois nomes para a disputa: o ex-prefeito de Belo Horizonte Fernando Pimentel e o ministro do Desenvolvimento Social e Combate à Fome, Patrus Ananias.

Na busca pela solução do imbróglio, surgiu nas últimas semanas o fator Alencar, ou seja, uma eventual candidatura do vice-presidente da República José Alencar em uma última tentativa para unir a base aliada do governo federal no Estado. Questionado, o ministro apontou que não vê nas declarações do vice-presidente a intenção de disputar o governo mineiro. "José Alencar é um companheiro nosso e vai estar no nosso palanque porque, se Deus quiser, o nosso palanque estará unido. Eu entendo que o vice-presidente tem dito que a preferência dele é pelo Legislativo, o que nos leva a entender que ele se candidataria ao Senado."

O ministro espera mesmo é que a união entre PT e PMDB seja formalizada e, em seguida, a coligação inicie as negociações com outros partidos da base aliada. "Da nossa parte (do PMDB), estamos trabalhando para a construção de uma aliança. Qualquer declaração que não seja neste sentido estaria indo contra a vontade expressa do presidente Lula, que sabe que Minas Gerais é um Estado decisivo para a eleição presidencial", apontou Costa.

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