Milton Monti declara sua candidatura à presidência da Câmara

BRASÍLIA - O deputado Michel Temer (PT-SP) não está mais sozinho na corrida à sucessão de Arlindo Chinaglia (PT-SP) na presidência da Câmara dos Deputados. Nesta quarta-feira, o paulista Milton Monti (PR) espalhou pelos corredores do parlamento cerca de 50 totens (bonecos com a feição do parlamentar) em tamanho natural, nos quais o deputado se lança candidato ao cargo máximo da Casa legislativa sob o slogan: ¿quem manda é você¿.

Carol Pires, Último Segundo/Santafé Idéias |

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Apesar de quase toda a base aliada ao governo ter fechado apoio a Temer, Monti garante que tem chances de vencer. Ele conta com apoio de parte do seu partido, o PR, e ainda de outros partidos.

O Luciano [Castro, líder do PR na Câmara] e o Valdemar [Costa Neto, deputado federal que foi o presidente do PL, partido que originou o PR] têm compromisso com o Michel, mas a base me pediu para sair candidato, então estou na briga, afirmou.

Segundo o candidato, sua campanha será fiada pelo resgate do prestígio do Legislativo. Essa casa trabalha, e trabalha muito, e mesmo as deficiências não podem ser razão para ataques. A Justiça demora anos para analisar os processos e nem por isso falamos em trazer os processos para serem julgados aqui, então não tem que ter essa coisa do Judiciário legislar por nós, disse.

Bem humorado, o parlamentar se esquivou de comparações com o ex-presidente Severino Cavalcanti (PP-PE) , que em 2005 adotou a mesma estratégia de marketing dos bonecos espalhados pela Câmara durante a campanha, e depois renunciou o mandato por denúncias de corrupção. Essa foi a estratégia do candidato Barack Obama, nos Estados Unidos. Por que me comparar ao Severino? Não tenho nada a ver com ele e represento um novo pensamento na Câmara, questionou.

A candidatura de Monti deve ser formalizada nesta quinta-feira, durante a sessão plenária. Ainda outros três deputados estudam a possibilidade de oficializar a candidatura à presidência da Câmara até fevereiro, quando ocorrerá a eleição entre os parlamentares.

São eles Ciro Nogueira (PP-PI), representante do baixo clero, tal qual era Severino Cavalcanti, Osmar Serraglio (PMDB-PR), que a despeito de ter seu nome vetado pela cúpula peemedebista, avisou que será candidato avulso na eleição da Mesa, e Odair Zonta (PP-SC).

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