Militares continuam sem reajuste

BRASÍLIA ¿ O reajuste salarial dos militares que deveria ser anunciado nesta quarta-feira não foi decidido pelo Governo. O presidente Luiz Inácio Lula da Silva, o ministro da Defesa, Nélson Jobim e do Planejamento, Paulo Bernardo se reuniram no final da tarde para tratar do assunto, mas não chegaram a um consenso.

Carollina Andrade - Último Segundo/Santafé Idéias |

A expectativa era de que fosse anunciado hoje, um aumento superior aos 37,04% apresentados por Jobim em audiência pública na Câmara dos Deputados no ano passado. Segundo a assessoria do Planalto, a única informação que se tem é que o processo de reajuste está bem encaminhado.

Na terça-feira da semana passada, o ministro da Defesa, Nelson Jobim, afirmou que as questões orçamentárias e de reaparelhamento das Forças estão entre as prioridades do governo. O presidente Lula tem pressa na solução dos problemas orçamentários e na definição do almejado reaparelhamento da Marinha, do Exército e da Aeronáutica, afirmou.

No ano passado, durante audiência pública na Câmara dos deputados, Jobim afirmou que como os reajustes dos militares serão escalonados até setembro de 2008, o impacto nas contas públicas nos próximos exercícios seria de R$ 5,89 bilhões (2008) e de R$ 8,32 bilhões (2009).

Renda líquida

Os vencimentos líquidos nas Forças Armadas variam de R$ 207 para os marinheiros-recrutas e R$ 8 mil para os generais do Exército. Com o reajuste, os recrutas passarão a ganhar um salário mínimo de R$ 415.

Além do aumento, existe a possibilidade da volta da gratificação por tempo de serviço, que passaria a ser contado a partir de 1º de janeiro de 2001. Assim, a cada cinco anos de serviço, o ganho de 5% seria incorporado aos vencimentos, até o limite de 30%. Com isso, quem está na ativa teria este ano, além do reajuste linear, mais 5%, e a garantia de mais 5% em 2010.

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