Milionários de Hamburgo proibem leitura de seus nomes em peça

Berlim, 27 out (EFE).- Um grupo de milionários de Hamburgo (Alemanha) evitou na Justiça que seus nomes fosse lidos em controvertida montagem da peça Perseguição e assassinato de Jean-Paul Marat, de Peter Weiss, na qual um coro de desempregados recitava uma lista com os cidadãos mais ricos da cidade.

EFE |

Protagonizado por seis atores profissionais e um coro de amadores, este drama político é rebatizado de "Marat, que foi feito de nossa revolução?".

Aparentemente são quatro os milionários que proibiram judicialmente a leitura de seus nomes e outros 24, na sexta-feira, quando estreou a versão do dramaturgo Volker Lösch para o texto do também alemão Peter Weiss.

A solução de Lösch para reclamar da desigualdade entre ricos e pobres, foi ler a sentença judicial.

Porém, vários meios de comunicação de Hamburgo _uma das metrópole mais ricas da Alemanha_ publicaram hoje os quatro nomes que seriam lidos na peça.

A revista "Manager Magazin Spezial 2008" publica periodicamente uma lista com os 300 alemães mais ricos, sempre com Reemtsma, Otto ou Fielmann, o que inspirou o diretor.

Para o coro de desempregados "real", Lösch e a dramaturga Beate Seidel fizeram um elenco em que a maioria recebe um subsídio governamental.

No fim da peça, eles gritaram: "ponhamos bombas nos sex shops!", "Queimemos Hamburgo!" e "Acabemos com o dinheiro!", ganhando generosos aplausos.

O texto descreve um choque entre o revolucionário Marat e o individualista Marquês de Sade, dois protagomistas dos eventos de 1789, após 19 anos, em 1808. EFE umj/jp

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