Milícia acusada por mais de 100 mortes é presa no Rio

A Polícia Civil prendeu nove homens, sete deles policiais militares, acusados de atuarem em milícias na Baixada Fluminense. Entre os presos está o sargento Juracy Alves Prudêncio, o Jura, apontado nas investigações da Delegacia de Repressão às Ações Criminosas Organizadas (Draco) como o chefe da quadrilha.

Agência Estado |

O grupo sob seu comando, conhecido como "Bonde do Jura", teria cometido mais de cem assassinatos na região de Nova Iguaçu, Queimados e São João de Meriti.

Jura foi preso em sua casa, no bairro Palhada, em Nova Iguaçu. O sargento foi candidato a vereador nas últimas eleições, com o apoio do então deputado estadual Natalino Guimarães e do então vereador Jerominho Guimarães. Eles perderam os mandatos e foram condenados por chefiar a milícia "Liga da Justiça". De acordo com as investigações da Draco, o "Bonde do Jura" se valia dos mesmos expedientes da "Liga da Justiça": cobrava taxas de segurança dos moradores e comerciantes de bairros de Nova Iguaçu, explorava sinal clandestino de TV a cabo, transporte alternativo e venda de botijões de gás.

A operação Descarrilamento começou por volta das cinco horas de hoje. Setenta homens da Draco, 58ª Delegacia de Polícia (Nova Iguaçu) e da 3ª Delegacia de Polícia Judiciária Militar (DPJM) se dividiram para cumprir 14 mandados de prisão e 16 mandados de busca e apreensão. Durante a operação, um dos suspeitos reagiu a tiros à chegada da polícia. Ubiraci Araújo da Fonseca, o Bira, estava em casa, no bairro da Cacuia, em Nova Iguaçu. Ele disparou várias vezes contra os policias e fugiu pelos fundos de casa. Ninguém ficou ferido.

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