Mil máquinas caça-níqueis são apreendidas em megaoperação da polícia no Rio

Cerca de mil máquinas caça-níqueis já foram apreendidas na megaoperação realizada pela Polícia Civil desde o início da manhã desta terça-feira na Região Metropolitana do Rio de Janeiro. De acordo com a corporação, a ação conta com a participação de cerca de 600 agentes de cem delegacias.

iG Rio de Janeiro |

Polícia Civil

Máquinas caça-níqueis apreendidas nesta terça-feira

As buscas estão sendo realizadas em estabelecimentos comerciais de municípios da Baixada Fluminense, de Niterói, São Gonçalo e bairros das zonas norte e oeste do Rio. Todo o material recolhido na operação será levado para o depósito público da Polícia Civil no Cais do Porto, no centro do Rio.

Até o momento, não há informação sobre presos. A Polícia Civil informou que, antes da operação ser realizada, diversos agentes mapearam as principais áreas onde a prática do jogo ilegal é recorrente.

Mesmo com a demora no procedimento de apreensão, pois temos que apreender, lacrar e trazer as máquinas para o depósito,vamos continuar fazendo ações como esta para impedir que esses aparelhos cheguem até os criminosos, afirmou o subchefe operacional da Polícia Civil, delegado Carlos Oliveira.

Contravenção

Na última terça-feira, a Polícia Federal prendeu o presidente da escola de samba Unidos de Vila Isabel , Wilson Vieira, por suposto envolvimento com uma quadrilha especializada em caça-níqueis. Além de Moisés, como é conhecido, foram presos oito policiais, sendo sete militares e um civil. 

De acordo com a PF, a quadrilha usava selos que funcionavam como alvará para os comerciantes usarem as máquinas. Os selos eram trocados mensalmente para garantir a permanência das máquinas nos estabelecimentos comerciais.

No dia 8 de abril, um atentado contra o contraventor Rogério Andrade em uma das mais movimentadas avenidas da Barra da Tijuca resultou na morte de seu filho Diego, de 17 anos. Rogério Andrade disputa com Fernando Iggnácio o controle da exploração de máquinas caça-níqueis na zona oeste do Rio.

Na última semana, o secretário estadual de Segurança Pública do Rio, José Mariano Beltrame, disse que cerca de 200 policiais podem ser expulsos da corporação por causa de envolvimento com atividades ilícitas, como a exploração das máquinas caça-níqueis.

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