O ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, Miguel Jorge, disse hoje que não acredita que as denúncias de um esquema de recebimento e distribuição de propina envolvendo o governador do Distrito Federal, José Roberto Arruda (DEM), possam ajudar a candidatura da ministra-chefe da Casa Civil, Dilma Rousseff, à Presidência da República. Para ele, a crise política no partido não chegará a atrapalhar a candidatura de José Serra (PSDB), que é aliado do DEM.

"No Brasil inteiro as coalizões estão sendo feitas entre os vários partidos. Não há uma coalizão única. Não há só DEM com o PSDB e, do outro lado, PT e não sei mais quem. Você tem as mais diferentes alianças no Brasil inteiro. Então, fica muito difícil caracterizar que um partido que fez alguma coisa errada, ou um candidato, ou um governante que tenha feito uma coisa errada e que isso possa permear todas as coalizões do País todo", completou o ministro, em Kiev, na Ucrânia.

Ao deixar o hotel para jantar com o presidente da Ucrânia, Victor Yushchenko, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva também foi questionado sobre a possibilidade da crise política envolvendo o DEM ajudar Dilma e respondeu: "Meu Deus do céu, eu não vi nenhum candidato a presidente envolvido em nada".

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