O ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, Miguel Jorge, admitiu hoje que a estrutura do Banco Nacional do Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) para a concessão de empréstimos a empresas vai mudar, caso os resultados da Operação Santa Tereza, da Polícia Federal, evidenciem falhas na concessão de crédito por parte da instituição. Jorge, que é presidente do Conselho do BNDES, disse que o banco está sendo submetido a auditoria interna e independente que trabalha em busca de todas as informações que motivaram a ligação do banco com o esquema de desvio de verbas.

O ministro disse que não houve nenhuma interferência de alguém do Conselho em nenhuma operação do BNDES. Afirmou ainda que as supostas operações fraudulentas foram realizadas antes da ida "desse conselheiro" para o BNDES, referindo-se ao advogado Ricardo Tosto, cujo nome está envolvido na Operação Santa Tereza. Jorge também destacou que é impossível ao BNDES saber que a operação para a concessão de crédito a determinada empresa conta com a assessoria de alguma consultoria. "Não acredito que essa operação manche a imagem do BNDES", finalizou.

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