Michel Legrand inicia turnê por cinco cidades do Brasil

Há meio século, o compositor francês Michel Legrand, hoje com 76 anos, entrou pela primeira vez num estúdio americano para gravar um disco histórico (Legrand Jazz, Polygram Records, ainda em catálogo). Aos 26 anos, ele conquistava a cena jazzística dos EUA seis anos antes de se tornar mundialmente famoso por colaborar com o cineasta Jacques Demy no primeiro filme totalmente cantado da história do cinema, Os Guarda-Chuvas do Amor (Les Parapluies de Cherbourg, 1964).

Agência Estado |

Hoje, ainda fiel ao jazz e ao cinema, Legrand começa sua turnê por cinco cidades brasileiras (São Paulo, Brasília, Porto Alegre, Belo Horizonte e Rio), tocando e cantando ao piano standards jazzísticos e temas que lhe valeram seis indicações e três estatuetas do Oscar pelos filmes Crown, o Magnífico (1968), Houve uma Vez um Verão (1971) e Yentl (1984).

Compositor de quase duas centenas de trilhas, Legrand confirmou, em Paris, antes de viajar para o Brasil, a participação especial de sua mulher Catherine Michel nos shows de São Paulo (Via Funchal) e Rio (Canecão). Harpista, Catherine gravou com ele a trilha de O Mensageiro ( The Go-Between ), o testamento clássico de Joseph Losey. Legrand deve ainda cantar em dueto com a intérprete paulistana Patty Ascher duas de suas canções mais populares, Papa Can You Hear Me? (do filme Yentl ) e Watch What Happens , de Os Guarda-Chuvas do Amor , filme-ícone da história do cinema francês, homenageado no ano passado por um cineasta da nova geração, Christopher Honoré, em Canções de Amor (Les Chansons d'Amour, 2007).

Legrand concluiu na semana passada a gravação de um álbum dedicado à produção operística - a sua e a de alemão Kurt Weill, parceiro de Brecht. O álbum, Inside, vai trazer um novo registro de sua ópera-bufa Le Passe-Muraille (1997), premiada produção (Molière francês de 1998) sobre um tímido empregado que um dia descobre ser capaz de atravessar muralhas. Ao lado dela vai estar sua versão da Ópera dos Três Vinténs, da dupla Brecht-Weill. E o maestro promete não parar por aí. "Ainda pretendo gravar um disco em homenagem a Tom Jobim", diz, anunciando um futuro projeto de gravação no Brasil. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

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