Michael Jackson morre aos 50 anos

Los Angeles, 25 jun (EFE).- O cantor americano Michael Jackson, de 50 anos, morreu hoje, em Los Angeles, após chegar ao hospital da Universidade da Califórnia (UCLA) em coma profundo.

EFE |

Brian Oxman, um dos advogados da família Jackson, disse à rede de TV "CNN" que foi informado por Randy Jackson, irmão do cantor, que Michael sofreu um colapso em casa na manhã desta quinta-feira.

Familiares do artista foram avisados da situação e seguiram para o hospital, declarou Oxman.

Segundo informações, às 12h26 (16h26 de Brasília), o serviço de emergência de Los Angeles recebeu um telefone da casa do cantor, em Holmby Hills.

Aparentemente, Michael, que faria 51 anos em 29 de agosto, foi reanimado por uma equipe de paramédicos do Corpo de Bombeiros antes de ser levado para o hospital da UCLA.

De acordo com o jornal "Los Angeles Times", devido a uma parada cardiorrespiratória, o cantor não respirava quando a ambulância chegou à sua casa. Outras fontes disseram que o artista teve uma parada cardíaca.

Após a chegada do músico ao centro médico, uma equipe de policiais e seguranças se posicionou na entrada da emergência para bloquear o acesso de fotógrafos e fãs do "rei do pop", que se amontoam no local.

O site "TMZ.com", especializado em notícias de famosos, disse que depois que Michael chegou ao centro médico o local virou um "caos absoluto". Fontes ouvidas pela página contaram que pessoas que chegaram com o cantor gritavam: "Vocês têm que salvá-lo! Vocês têm que salvá-lo!".

Perguntado sobre as condições do artista durante o resgate e a transferência dele até o hospital, o capitão dos bombeiros Steve Ruda disse que, pela lei federal, não poderia fazer comentários a respeito.

Em frente à casa do cantor, a rua foi fechada por policiais, mas, assim como no hospital, várias pessoas se aglomeravam no local.

Michael deixou três filhos: Michael Joseph Jackson Junior, Paris Michael Katherine Jackson e Prince "Blanket" Michael Jackson II.

Em 1995, cantor foi internado num hospital de Nova York após desmaiar durante ensaios num teatro. Onze anos antes, ele também passou vários dias internado ao se envolver num acidente durante as gravações de um comercial para uma marca de refrigerantes. Na ocasião, ele teve os cabelos queimados.

Michael, que mudou completamente de fisionomia nas últimas décadas, dizia ainda que tinha vitiligo, doença que, alegava, seria a responsável pelo embranquecimento de sua pele.

Em março deste ano, o chamado "rei do pop" anunciou aquela que seria a última turnê de sua carreira. Os shows, no qual o cantor revistaria seus maiores sucessos, aconteceriam em Londres (Reino Unido), a partir do mês que vem.

Ao fazer o anúncio oficial das apresentações, Michael declarou: "Só quero dizer que estas serão minhas últimas apresentações em Londres. Quando digo que é isso, é isso. Tocarei as músicas que meus fãs querem ouvir. Vejo vocês em julho. Amo vocês. De verdade, do fundo do meu coração".

Cerca de um mês depois, em 16 maio, o tabloide britânico "The Sun" noticiou que o cantor estava lutando "em segredo" contra um câncer de pele.

Segundo a publicação sensacionalista, o câncer do "rei do pop" havia sido diagnosticado semanas antes e seria tratável.

Na época da notícia, o cantor teria sido visto no Centro Médico Cedar-Sinai, em Los Angeles, que tem um laboratório especializado em exames para a detecção de câncer.

O site oficial de Michael, que podia ser acessado enquanto sua morte ainda não havia sido confirmada, já foi tirado do ar. Além de clipes, biografia e notícias recentes, a página trazia informações sobre os shows que o cantor faria no Reino Unido. EFE fmx/sc

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