¿Mi Sueño¿, último álbum de Ibrahim Ferrer, chega ao Brasil

SÃO PAULO - Ibrahim Ferrer, ex-vocalista do grupo cubano ¿Buena Vista Social Club¿, conseguiu realizar seu sonho antes de morrer. Gravou um álbum de boleros. Mas, infelizmente, o músico, que morreu em 2005 aos 78 anos de idade, não pôde ver o lançamento internacional de ¿Mi Sueño¿, em 2007. O ¿sonho¿ de Ibrahim acaba de chegar às lojas brasileiras.

Redação |

O álbum, gravado no Teatro Nacional de Cuba, em Havana, reúne 12 boleros clássicos ao bom tom cubano.

Mi Sueño foi gravado com o pianista Roberto Fonseca, o baixista Cachaíto López e o guitarrista Manuel Galbán. Dentre os clássicos estão Perfídia, de Alberto Dominguez, e "Quizás, Quizás", do cubano Osvaldo Farrés, cantada em dueto com Omara Portuondo sobre as notas do piano de Roberto Fonseca.

Filho de uma dançarina de clube noturno, Ibrahim Ferrer começou a cantar aos 12 anos idade assim que ficou órfão. Participou de vários grupos musicais, como a banda Los Bocudos, que se dedicava a ritmos cubanos.

Ferrer ficou conhecido mundialmente por sua participação no disco Buena Vista Social Club, lançado em 1997. O título refere-se a um clube de dança e de atividades musicais de Havana onde músicos como Compay Segundo e Rubén González se encontravam na década de 1940.

O álbum gerou o documentário de mesmo nome produzido pelo cineasta Win Wenders. Com o filme, o grupo conquistou o público e seus músicos obtiveram sucesso com carreiras solo. Ibrahin apresentou-se no Brasil pela última vez em 2004.

Buena Vista Social Club será relançado, em edição especial, com capa de 48 páginas ainda em agosto pela MCD.

Ibrahim Ferrer tem, ainda, outros três álbuns, todos gravados em seus últimos anos de vida: A Toda Cuba Le Gusta (1997), Buena Vista Social Club Introducing Ibrahim Ferrer (1999) e Buenos Hermanos (2003).

Leia mais sobre: Ibrahin Ferrer  , música cubana

    Leia tudo sobre: cubaibrahin ferrermúsicamúsica cubana

    Notícias Relacionadas


      Mais destaques

      Destaques da home iG