Testemunha é morta uma semana após depor em Minas Gerais

O rapaz assassinado denunciou policiais por sequestro, tortura, homicídio e ocultação de cadáver. Entre os acusados está Bola, suspeito de matar Eliza Samudio

AE |

selo

Uma testemunha que depôs contra integrantes da Polícia Civil mineira foi executada uma semana depois de ser ouvida pela corregedoria da corporação na frente dos acusados. Diego Bruno de Oliveira foi morto segunda-feira (24), em Contagem, com quatro tiros nas costas. Os policiais denunciados pelo rapaz são acusados de sequestro, tortura, homicídio e ocultação de cadáver.

Leia também: Bola é vítima de "plano macabro", dizem parentes de ex-policial

Entre os acusados está ainda o ex-policial civil Marcos Aparecido dos Santos, o Bola, que responde processo também pelo assassinato de Eliza Samudio , ex-amante do goleiro Bruno Fernandes. Além dele, também foram denunciados por Oliveira os policiais Gilson Costa, Anderson Marques e Wanderlim de Souza. Todos eram integrantes do extinto Grupo de Respostas Especiais (GRE) da Polícia Civil mineira.

Nesta terça-feira, o presidente da Comissão de Direitos Humanos da Assembleia Legislativa de Minas, deputado estadual Durval Ângelo (PT), encaminhou ofício à Secretaria de Estado de Defesa Social (Seds) pedindo agilidade na apuração do assassinato. Para o parlamentar, é uma "grande coincidência" Oliveira ter sido morto uma semana após depor na corregedoria da Polícia. "O pior é que Diego foi ouvido na frente dos três policiais acusados, o que é totalmente incomum e pode ser interpretado até como intimidação", afirmou o deputado.

Pela investigação, os policiais são suspeitos de envolvimento nas mortes de Paulo César Ferreira e Marildo Dias de Moura, ocorridas em 2008. Pela denúncia, eles teriam sido mortos no sítio de Bola em Esmeraldas, onde o GRE fazia treinamento. Diego estava com as vítimas momentos antes de elas serem levadas em uma viatura do GRE. Os acusados chegaram a ser presos a pedido do Ministério Público Estadual (MPE), mas foram libertados. A reportagem tentou falar com a defesa dos policiais, mas os advogados não foram localizados.

Conheça casos em que há suspeita de "queima de arquivo":

- Chacina de Guarujá ainda é mistério para polícia

- Juíza assassinada julgava mulher PM acusada de homicídio

    Notícias Relacionadas


      Mais destaques

      Destaques da home iG