Suposta intimidação a sindicalistas será apurada, diz vice-governador

Sindicato de Minas Gerais denuncia intimidação de policiais a professores em greve

Denise Motta, iG Minas Gerais |

Durante as comemorações da Independência do Brasil, o vice-governador de Minas Gerais, Alberto Pinto Coelho (PP), afirmou que será apurado o suposto caso de intimidação por policiais aos sindicalistas da área de Educação, em greve há mais de 90 dias. “É um fato isolado, está sendo apurado, e não compete a nenhuma autoridade constituída emitir considerações e fazer conjecturas até a conclusão das apurações”. O caso foi denunciado pelo deputado estadual Rogério Correia (PT) e a presidente do sindicato dos professores, Beatriz Cerqueira. Suposto caso de intimidação a sindicalistas será apurado, diz vice-governador

Acompanhado de uma equipe de televisão, o deputado petista esteve na terça-feira (6) nas proximidades do Sindicato Único dos Trabalhadores em Educação de Minas Gerais (SindUte), na região leste de Belo Horizonte. Lá, flagrou um homem que seria um policial à paisana, em vigília permanente no local de acordo com os sindicalistas. Correia tentou abordar o suposto policial, que tentou ir embora de carro, foi impedido, e deixou o local a pé.

O sindicato também denunciou violência, no final do mês de agosto, contra um professor na cidade de Juiz de Fora, a 262 quilômetros da capital mineira. O professor André Nogueira, de acordo com o SindUte, teria sido agredido e detido sem motivo.

O vice-governador lembrou que o governo mineiro encaminhou à assembleia na terça-feira (6) projeto de lei que revê a política remuneratória dos educadores no Estado. Alberto Pinto Coelho disse que o Poder Executivo se esforça para valorizar os professores. O projeto do governo prevê benefícios especialmente para servidores com maior tempo de serviço. Nesta quinta-feira, os educadores realizam uma assembleia para discutir a respeito da nova proposta do governo.

Em greve desde o início de junho, os professores de Minas Gerais reivindicam o pagamento do piso nacional de R$ 1.187,08. O governo estadual computa no subsidio vantagens adquiridas como as por tempo de serviço, mas estes benefícios não são considerados para fins de férias e aposentadoria.

No final do mês de agosto, o Supremo Tribunal Federal (STF) considerou legítimo o pagamento do piso nacional, derrubando ação de inconstitucionalidade apresentada por governos estaduais. Os governantes alegam impedimentos para pagar o piso nacional com base na Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF), que limita uma parcela máxima de gastos com folhas de pagamentos.

O governador Antonio Anastasia (PSDB) participou de agenda pública na terça-feira (6) no Rio de Janeiro, onde visitou obras de construção do complexo industrial do superporto do Açu, no município de São João da Barra, acompanhado do empresário Eike Batista. Nesta quarta-feira, Anastasia não compareceu ao desfile do 7 de setembro no centro capital mineira. O prefeito de Belo Horizonte, Marcio Lacerda (PSB), esteve no evento que reuniu cerca de 15 mil pessoas.

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