Se eu tiver cometido crime de pedofilia, quero ser abusado

O estudante de Direito e corretor de imóveis Clayton Antunes da Silva, de 35 anos, foi preso sob acusação de pedofilia em Minas

Denise Motta, iG Minas Gerais |

"Estão falando que pedofilia é crime, que eu vou chegar lá e ser jogado dentro de uma cela, que eu vou ser abusado pelos presos. Realmente, se eu tiver cometido o crime, eu quero ser abusado. A pena para quem comete pedofilia no Brasil, e já está provado que eu cometi, é ser jogado dentro de uma cela e ser abusado por outros presos. Que eu seja. Que eu seja condenado a isso", declarou a jornalistas o estudante de Direito e corretor de imóveis Clayton Antunes da Silva, de 35 anos, preso nesta quinta-feira (12), no bairro Anchieta, região Nobre de Belo Horizonte, por suposta prática de pedofilia.

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Com atuação na internet, em redes sociais, e pelo messenger, serviço instantâneo de mensagens, o homem já era alvo de investigação do Ministério Público há seis meses. Ele criava diversos perfis falsos na rede e confessou a policiais militares manter "contato inocente" com garotas bem mais jovens que ele, o que teria sido confirmado por seu pai.

Alex de Jesus/O Tempo/AE
O estudante de Direito Cleiton Antunes da Silva é preso sob suspeita de pedofilia no bairro Anchieta, em Belo Horizonte
À imprensa, tranquilo, ele afirmou já existir comprovação do crime. No apartamento em que Silva morava com o pai e a madrasta, a polícia apreendeu computador, notebook, cds e dvds, televisão e pen drive. As informações preliminares da polícia mineira indicam que parte do material envolve pornografia. Além disso, houve apreensão de fotos de crianças e adolescentes nus. O material passará por perícia e será analisado pelo Ministério Público.

Depois de ser ouvido em uma delegacia, o suspeito deve ser encaminhado à uma unidade prisional de Belo Horizonte. Até o começo da noite, ele ainda não havia sido encaminhado para a prisão.

O caso foi investigado por promotores graças a uma denúncia envolvendo uma foto de um homem praticando sexo com crianças. A pena por distribuir material pornográfico infantil e guardar o mesmo material varia de oito a dez anos. A promotora responsável pelo caso foi Vanessa Fusco Nogueira Simões, coordenadora da Promotoria Especializada de Combate aos Crimes Cibernéticos.

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