Reconhecida como a mulher mais velha do mundo, vó Quita morre em MG

Em maio deste ano, mulher de 114 anos foi reconhecida como a mais velha pelo livro de recordes Guinness World Record

iG São Paulo |

Conhecida como vó Quita, Maria Gomes Valentim, de 114 anos, morreu nesta madrugada, por volta das 4h15, na Casa de Caridade de Carangola, em Minas Gerais. Quita ficou conhecida após ser considerada a mulher mais velha do mundo pelo Guinness World Record, o livro dos recordes, em maio deste ano. Ela completaria 115 anos no dia 9 de julho.

Segundo o coordenador de internação do hospital, Sidner Mesquita Vaz, vó Quita foi levada de casa ao hospital no domingo (19) já com quadro de insuficiência respiratória.

"O cenário dela se agravou muito de um dia para o outro. Diante da avançada idade, o tratamento fica mais restrito", explica ressaltando o estado de consciência de vó Quita durante toda a internação. Após intensivo tratamento, Quita teve falência orgânica multipla.

Vaz explica que Maria era muito querida na Casa de Caridade e que "sempre surprendia a equipe com sua memória". "Ela chegava aqui perguntando por todos meus irmãos, citando nomes e assuntos específicos. Para idade dela, isso era impressionante".

Segundo a administração do hospital, o velório está sendo realizado na Capela São Pedro. O enterro está marcado para 16h no Cemitério Jardim da Paz, em Carangola.

AP
Maria Gomes Valentim, de 114 anos, era a pessoa mais velha do mundo

Feijoada e picuinha

A supercentenária de Minas Gerais deixou três netos, sete bisnetos e cinco trinetos. Ela se casou em 1913 (quatro anos antes da Revolução Russa), aos 17 anos. Contrariando o costume de ter muitos filhos, vó Quita teve apenas um, que morreu em 1988 (antes da queda do Muro de Berlim), aos 75 anos. Os cinco irmãos dela também já morreram. “O pai dela viveu muito, até quase 100 anos”, contou ao iG a bisneta Taís Nolasco, de 30 anos, em entrevista realizada em maio deste ano.

Jane Ribeiro Moraes, 63 anos, neta de vó Quita, acha que o segredo da longevidade é viver de forma tranquila, sem grandes preocupações. “Ela nunca teve picuinha, nunca teve essa coisa de guardar raiva, porque isso pesa na vida", finaliza a neta.

*com reportagem de Denise Motta, iG Minas Gerais 

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