Recém-nascido morre após cair de parapeito de hospital

Para enfermeira, mãe jogou criança pela janela. Mãe nega e diz que bebê escorregou e caiu de uma altura de 3 metros

Denise Motta, iG Minas Gerais |

Uma jovem de 19 anos foi presa em flagrante, suspeita de provocar a morte do próprio filho recém-nascido. O caso ocorreu na noite da última quarta-feira (15) em Juiz de Fora, a 255 quilômetros de Belo Horizonte.

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De acordo com a polícia, R. C. S. deu à luz à criança dentro de um banheiro na Unidade de Pronto Atendimento (UPA) do bairro São Pedro, região oeste da cidade. Há duas versões a partir daí. Segundo uma enfermeira do hospital, que acionou a polícia, R. jogou o próprio filho pela janela. Na sua versão à Polícia Civil, a mãe da criança disse que colocou o bebê no parapeito do banheiro e ele escorregou para o lado de fora, de uma altura aproximada de três metros. Apesar da queda, o bebê ainda estava vivo quando recebeu socorro, mas não resistiu aos ferimentos.

“A enfermeira que acionou a polícia disse que a jovem jogou o bebê pela janela. A polícia chegou ao local e constatou que o bebê estava caído do lado de fora da janela. Era prematuro, 24 semanas de gestação. Inicialmente foi dada voz de prisão por tentativa de homicídio. Como o bebê morreu antes do encerramento da ocorrência, ela foi enquadrada pela Polícia Civil como autora de homicídio consumado”, explicou o capitão Paulo Alex Moreira Silveira, do 27º Batalhão da Polícia Militar.

Em depoimento à Polícia Civil, R. alegou não saber da gravidez, apesar de suspeitar que poderia ter engravidado em novembro de 2010, quando teve relações sexuais com um ex-namorado. A moça contou ter parado de menstruar após novembro. Em março, foi a um médico que lhe receitou um remédio. Seu ciclo menstrual voltou ao normal, disse ela. R. disse não recordar qual tipo de medicamento tomou na ocasião.

Ela foi questionada sobre o motivo de deixar a criança no parapeito da janela e por que não a carregou nos braços. Respondeu que o bebê nasceu e caiu no chão. Ela disse que não pegou a criança porque estava nervosa e porque o bebê estava sem roupas. Ela também afirmou acreditar que a criança estaria segura no parapeito.

Após ser ouvida momentos depois da morte da criança, a jovem foi encaminhada à Penitenciária Professor Ariosvaldo de Campos Pires. Nesta quinta-feira, a delegada Dolores Tambasco assumiu o caso e resolveu ouvir novamente a jovem. Há dúvidas sobre qual tipo de crime enquadrar a jovem.

A polícia mineira já apurou que R. é natural da cidade de Mercês, a 100 quilômetros de Juiz de Fora e 228 quilômetros de Belo Horizonte. Ela teria vindo para Juiz de Fora com o objetivo de cuidar de uma madrinha doente. Ao seguir para o local onde deu à luz, estava acompanhada de uma filha desta madrinha, que disse aos policiais não desconfiar da gravidez.

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