Professores do Estado entram em greve em Minas Gerais

Policiais civis também anunciaram que vão continuar parados. Bombeiros e policiais militares entram em acordo com governo

Denise Motta, iG Minas Gerais |

Dilvulgação
Protesto em frente ao Palácio da Liberdade, no centro de Belo Horizonte
Uma onda de manifestações de servidores públicos ocorreu nesta quarta aem Belo Horizonte. Participaram de passeatas aproximadamente 20 mil pessoas entre policiais militares e civis, bombeiros e professores da rede estadual de ensino. A estimativa é dos manifestantes.

O governo mineiro conseguiu entrar em acordo com policiais militares e bombeiros por meio de uma proposta de escalonamento de reajuste. Eles ameaçavam deflagrar uma greve. Já os policiais civis, parcialmente em greve há um mês, vão continuar a paralisação. Os professores param a partir desta quarta.

Os militares e bombeiros receberão reajuste de 10% em outubro deste ano, 12% em outubro de 2012, 10% em outubro de 2013, 15% em julho de 2014 e 15% em abril de 2015. Com o reajuste total, o piso dos militares (soldado de primeira classe) passará de R$ 2.000 para R$ 4.000.

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Policiais civis recusaram a proposta sob argumento de que precisam de melhores condições de trabalho e mais delegados, pois a falta de pessoal, segundo eles, é grande. Além disso, os policiais civis não estão satisfeitos com o índice de reajuste, pois, em quatro anos, considerando-se a inflação, o aumento real será bem menor em relação ao reajuste total divulgado, afirmam eles.

A decisão de não aceitar a proposta do governo mineiro foi tomada em assembleia com a presença de milhares de policiais civis, na tarde desta quarta-feira (08). Eles estiveram reunidos em frente à Assembleia Legislativa de Minas e depois seguiram para a Praça Sete, coração da capital mineira, onde encontraram-se com professores estaduais. Já os policiais militares concentraram-se em frente ao Palácio da Liberdade, antiga sede do governo mineiro, desativada no ano passado, após a construção da Cidade Administrativa Presidente Tancredo Neves – a 20 quilômetros do Centro de Belo Horizonte.

Os professores estaduais estão em queda de braço com o governo Antonio Anastasia (PSDB) desde o ano passado, quando deflagraram uma greve de aproximadamente um mês, entre abril e maio. Não há acordo em relação aos valores. O sindicato da categoria alega que o piso mínimo é de R$ 1.597,87 para servidores de ensino médio por 24 horas semanais de trabalho. O governo mineiro alega que o valor para até 40 horas de trabalho é de R$ 1.122. O governo afirma que mantém aberta a negociação com a categoria.

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