Professores de escolas particulares de Minas entram em greve

Eles pedem aumento de 12% no salário e melhores condições de trabalho

Denise Motta, iG Minas Gerais |

Professores da rede particular de ensino de Minas Gerais começaram nesta terça-feira uma greve por aumento de salário e melhores condições de trabalho. De acordo com o presidente do Sindicato dos Professores do Estado de Minas Gerais (Sinpro-MG), Gilson Reis, entre as reivindicações da categoria estão reajuste de 12%, unificação do salário da educação Infantil e regulamentação do ensino à distância.

Reis diz que o sindicato abrange um universo de 1.200 escolas, 57 mil professores e 300 mil alunos, da Educação Básica ao Ensino Superior. Hoje, 50 escolas de Belo Horizonte aderiram ao movimento grevista. A expectativa é de que, a partir de desta quarta, 70% dos 57 mil professores de escolas privadas participem da greve. Na sexta-feira os professores promovem uma assembleia para definir os rumos da greve.

O presidente do Sindicato das Escolas Particulares de Minas Gerais, Emiro Barbini, lamentou a greve porque as duas categorias ainda estão em negociação. Ele disse que a superintendência regional do trabalho convocou uma reunião na próxima quinta-feira para tentar uma reconciliação. “Oferecemos um aumento de 6,53% e depois de conversas elevamos para 7,5%, mas eles rejeitaram. A situação de greve não é boa para ninguém e gera uma animosidade desnecessária", afirma ele. 

Barbini diz que, nesta terça-feira, cerca de 7 mil estudantes ficaram sem aulas por causa da greve, num total de 10 escolas paradas, sendo três de grande porte. “Nenhuma escola do interior e de ensino superior parou hoje”, informou.

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