Polícia investiga ligação de PCC com queima de ônibus em Minas

Nesta semana, quatro ônibus foram queimados na Grande Belo Horizonte

Denise Motta, iG Minas Gerais |

A polícia de Minas Gerais investiga quem são os responsáveis por uma série de ataques a ônibus nas últimas 48 horas, na Grande Belo Horizonte. Até agora chega a quatro o número de ônibus incendiados desde a última terça-feira, quando dois coletivos foram queimados em Contagem, cidade vizinha à capital, e no bairro Coqueiros, região noroeste de Belo Horizonte. Em Contagem, 10 homens armados com pedaços de madeiras, pedras e facas invadiram o ônibus e atearam fogo no veículo. Em nenhum dos quatro ataques houve roubo ou pessoas feridas.

AE
Ônibus incendiado no bairro Coqueiros, na região Noroeste de Belo Horizonte(MG)
A ocorrência mais recente aconteceu na quarta à noite no bairro São Luiz, região da Pampulha, em Belo Horizonte. Dois homens, munidos com uma garrafa pet cheia de gasolina, entraram no ônibus e expulsaram motorista e cobrador. Eles atearam fogo no veículo e fugiram. Um bilhete com ameaças foi deixado no local do ataque. "Se continuar nos reprimindo vamos bota (sic) fogo nos ônibus e vamos matar", dizia o recado. Em Vespasiano, na Grande Belo Horizonte, outro coletivo foi incendiado na noite de ontem.

Há suspeitas de que os ataques aos ônibus tenham relação com uma operação realizada na penitenciária de segurança máxima Nelson Hungria, em Contagem. A operação foi realizada no começo da semana e resultou na apreensão de celulares, chips, chuços (armas artesanais), facas, tesoura, serras e drogas como maconha, cocaína e crack.

Ontem, uma mulher que teria ordenado os ataques em Contagem, na terça-feira, foi presa. Ela seria esposa de um detento da Nelson Hungria ligado ao Primeiro Comando da Capital (PCC). E.C.B, de 50 anos, envolvida com tráfico de drogas, informou à polícia que teria ordenado o ataque em tom de brincadeira.

A Secretaria de Estado de Defesa Social informa que as investigações estão em curso e ainda não é possível constatar relação entre os ataques aos ônibus e a operação na Nelson Hungria.

Chefe da assessoria de comunicação da Polícia Militar de Minas Gerais, o capitão Gedir Rocha diz que existem “várias linhas de investigação” e não é possível, por enquanto, associar todos os ataques a apenas um grupo. “Vamos reforçar o patrulhamento nas áreas atingidas e pedimos que a população denuncie”. O capitão também disse que os locais dos ataques não são áreas com alto índice de criminalidade.

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