Pit bull ataca e mata a própria dona em Minas Gerais

Ao voltar para casa, dona foi atacada por cachorro, teve o rosto desfigurado por mordidas e não resistiu aos ferimentos

Denise Motta, iG Minas Gerais |

Atacada pelo próprio cão da raça pit bull, uma mulher morreu na noite do domingo em Coronel Fabriciano, a 198 quilômetros de Belo Horizonte. De acordo com informações do Corpo de Bombeiros Militar de Minas Gerais, Zenira Lourenço de Souza, 39 anos, teria saído para fazer compras e, ao retornar, notou que seu cão pit bull latia muito.

Ao entrar no terreiro da própria casa, ela foi atacada, sofrendo mordidas no pescoço e na cabeça, o que causou intensa hemorragia. De acordo com o Corpo de Bombeiros, o marido dela e um filho estavam protegidos do cão, dentro da casa. Zenira foi conduzida a um hospital, mas não resistiu aos ferimentos e morreu. O cão foi sacrificado.

A médica veterinária Junia Maria Cordeiro, do Hospital Veterinária da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), alerta que qualquer desvio de comportamento de um cão de guarda deve ser percebido como um sinal de alerta.

“As pessoas precisam lembrar que um cão de guarda é uma arma e que em condição de dúvida ou estresse vai atuar. O pit bull, especialmente, tem muita instabilidade e precisa ser totalmente submisso ao dono. Caso contrário, precisa ser eliminado”, diz a veterinária.

O capitão Frederico Pascoal, do Corpo de Bombeiros, diz que os cães pit bull devem receber treinamento desde pequenos para evitar desvios de comportamentos. Ele lembra que Minas Gerais possui legislação que determina como devem ser os locais em que os pit bulls ficam. Por exemplo, com espaço suficiente para locomoção. “É quase instintivo o dono se aproximar ao ver o cão nervoso, por causa da afinidade, mas isso deve ser evitado”, alerta o capitão.

Ele diz ainda que legislação mineira determina que os cães pit bulls, rottweilers e dobermans devem ser cadastrados junto ao Corpo de Bombeiros, pela internet ou pessoalmente em uma unidade mais próxima. O cão que causou a morte da dona no domingo, em Coronel Fabriciano, não consta nos registros dos Bombeiros, informou o capitão.

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