Ônibus voltam às ruas em BH para cumprir decisão judicial

Trabalhadores fazem nova assembleia na tarde desta quarta-feira para decidir se aceitam proposta das empresas

iG São Paulo |

Os motoristas e cobradores de ônibus de Belo Horizonte e região metropolitana retomaram parte da viagens nesta quarta-feira. De acordo com o sindicato, a categoria cumpre ordem do Tribunal Regional do Trabalho (TRT) de colocar pelo menos 70% da frota na rua, mas não encerrou a paralisação. Os trabalhadores do transporte coletivo estavam parados desde segunda-feira .

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Ônibus circulam pela avenida Cristiano Machado, no bairro Silveira, em Belo Horizonte, nesta quarta-feira
Segundo o balanço feito pela BHTrans, que administra o sistema de transporte coletivo na capital mineira, até às 9h, todas as viagens estão sendo cumpridas na estação Vilarinho; 89% das viagens estão sendo cumpridas na estação Barreiro; 81% das viagens estão sendo cumpridas na estação São Gabriel; 78% das viagens estão sendo cumpridas na estação Venda Nova; e 71% das viagens estão sendo cumpridas na estação Diamante.Essas estações operam 80 linhas do sistema municipal de ônibus e transportam cerca de 290 mil passageiros por dia. 

Nesta terça-feira à noite, a Justiça do Trabalho sugeriu que os empregadores concedam aumento de 9% para motoristas , cobradores e pessoal administrativo, mas tanto trabalhadores quanto patrões pediram prazo até quinta para se posicionarem.

Os trabalhadores reivindicavam 49% de aumento, índice que reduziram para 20%, mas mantiveram as demais exigências: 30 folhas de tíquete-alimentação de R$ 15, banheiros femininos nos pontos finais e participação nos lucros e resultados (PLR). Na audiência coletiva no TRT, o Sindicato das Empresas de Transporte de Passageiros de Belo Horizonte (Setra-BH) ofereceu aumento de 6%.

Para tentar evitar o caos que tomou conta de Belo Horizonte na segunda-feira, quando quase todos os ônibus na cidade ficaram parados, o magistrado acatou pedido do Setra-BH e expediu liminar determinando que os trabalhadores mantivessem 50% da frota circulando em horários normais e 70% em horários de pico - entre 6h e 9h e das 17h às 20h. Já a entidade patronal deve garantir "os veículos e demais meios materiais necessários" ao cumprimento das escalas. O descumprimento da determinação judicial implica multa diária de R$ 30 mil. As estações fazem a ligação entre várias linhas de ônibus e o metrô.

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