Minas coloca elite da polícia para investigar fogo em ônibus

Grupo apura se PCC ordenou onda de ataques na Grande Belo Horizonte

Denise Motta, iG Minas Gerais |

A suspeita de envolvimento do Primeiro Comando da Capital (PCC) em atentados na Grande Belo Horizonte mobilizou a polícia de Minas, que encaminhou o caso para o Departamento de Operações Especiais (Deoesp). O setor, da elite da polícia do Estado, só entra em casos de alta complexidade. Em uma semana, cinco veículos foram incendiados, o último na madrugada desta segunda-feira, na região do Barreiro, em Belo Horizonte.

AE
Ônibus incendiado no bairro Coqueiros, na região Noroeste de Belo Horizonte(MG)
O Deoesp vai interrogar detentos e funcionários da Penitenciária de Segurança Máxima Nelson Hungria, de onde pode ter partido a ordem dos ataques. Na Nelson Hungria estão os condenados ou suspeitos considerados perigosos, incluindo o goleiro Bruno e um traficante ligado ao PCC, que teria ordenado os ataques após uma operação de revista. “Nós não descartamos nenhuma possibilidade. Vamos ouvir agentes, presos da penitenciária e pessoas do mundo exterior da penitenciária”, afirmou na tarde desta segunda-feira (02) o chefe do Deoesp, Islande Batista.

Os ataques aos ônibus tiveram início no último dia 26, após uma operação na Nelson Hungria. A operação recolheu drogas, celulares e armas artesanais. Na mesma época o comando da Nelson Hungria foi trocado pelo governo de Minas Gerais. Da direção da penitenciária saiu Cosme Dorivaldo Ribeiro dos Santos e entrou Luiz Carlos Danúzio. O chefe do Deoesp também disse que diretores deverão ser ouvidos.

O ataque na madrugada desta segunda foi diferente dos ataques da semana passada, destacou também Batista. Enquanto na semana passada os criminosos apenas queimaram os veículos, sem deixar feridos ou roubar pertences das vítimas; no último ataque uma bolsa com documentos do motorista foi levada.

No dia 27 de abril, foi presa uma mulher por suposto envolvimento em um ataque no dia anterior, em Contagem, na Grande Belo Horizonte. E.C.B, de 50 anos, esposa de um suposto traficante ligado ao PCC e preso na Nelson Hungria, será ouvida pelo Deoesp. Além de dois ônibus incendiados em Contagem e um no Barreiro, foram queimados outros dois veículos na região da Pampulha.

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