Minas acompanha pacientes com sintomas de doença do Mal da Vaca Louca

Brasil nunca registrou ocorrência da doença e os dois pacientes internados no Estado passaram por exames

Denise Motta, iG Minas Gerais |

A Secretaria Estadual de Saúde de Minas Gerais acompanha dois pacientes no Estado com doença associada ao Mal da Vaca Louca, que na década de 1990 levou à morte de dezenas de pessoas no Reino Unido. O Brasil nunca registrou ocorrência da doença e os pacientes internados no Estado passaram por exames laboratoriais. Os exames, entretanto, não determinaram causas da doença, incurável e fatal ao sistema nervoso central.

Os pacientes são uma mulher de 27 anos, que está na cidade de Montes Claros, a 424 quilômetros de Belo Horizonte, e um homem de 63 anos, internado na capital mineira. A Secretaria da Saúde de Minas divulgou nota informando procedimentos de segurança a serem adotados nos casos. Entre eles estão incineração ou esterilização de instrumentos contaminados com secreções de pacientes suspeitos, precauções para lidar com sangue e tecidos, além de impedimento de transplante de órgãos dos pacientes.

Saiba mais: Hospital de Minas suspeita de doença da Vaca Louca

Chamada de doença priônica (relacionada a proteínas), a Doença de Creutzfeldt Jacob (DCJ) é identificada por causa de mutações em proteínas do organismo. A incidência é rara, com registros de um caso para cada um milhão de pessoas. A Secretaria da Estado de Saúde explicou que a doença tem como sintoma, ao longo de dois anos, demência e contrações musculares involuntárias. Ela gera degenerações de células nervosas e entre suas causas estão: mutação hereditária e transmissão por transplantes. A mulher internada em Montes Claros passou por um transplante de córneas em São Paulo, recentemente. O exame dela apontou doença priônica, enquanto o do homem foi inconclusivo.

Vaca Louca

Uma variante da DCJ é associada com o Mal da Vaca Louca, mas há características clínicas diferentes, afetando pessoas mais jovens. Em nenhum país das Américas houve registro desta forma da doença. Em maio deste ano, o Brasil será reconhecido pela Organização Mundial de Saúde Animal (OIE) como país de risco insignificante para a doença, informou também o governo mineiro.

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