Médicos são acusados de explorar residentes em Minas

Residentes eram obrigados a cumprir uma carga horária até duas vezes maior do que a prevista, recebendo apenas a bolsa do MEC

AE |

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Três médicos do Hospital das Clínicas (HC), da Universidade Federal de Uberlândia (MG), vão responder processos cíveis e criminais na Justiça Federal. Eles são acusados de obrigarem residentes de medicina a prestarem serviço em uma clínica e um hospital particulares de propriedade dos médicos.

Segundo o Ministério Público Federal (MPF), os residentes eram obrigados a cumprir uma carga horária até duas vezes maior do que a prevista, recebendo apenas a bolsa do Ministério da Educação (MEC) pela residência médica no HC, sem direito a férias ou mesmo o descanso semanal. "A única exceção acontecia quando eles atendiam particulares, sem plano de saúde, em regime de sobreaviso noturno. Nesse caso, recebiam 50% do valor da consulta", observou o procurador da República Cleber Neves.

De acordo com a ação, os médicos também "coagiam" os residentes - que tinham até escala para atuar nas clínicas particulares - a exercer "atividades alheias às suas funções, como limpeza de salas do centro cirúrgico, esterilização de materiais e até o transporte de enfermeiras". A coação, segundo o MPF, era feita sob a forma de ameaças de retaliação na residência médica oficial, bem como de suspensão de atividades obrigatórias para a conclusão do curso.

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