Mais três ônibus são incendiados em Belo Horizonte

Oito ônibus já foram queimados na capital mineira em menos de duas semanas

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Mais três ônibus foram incendiados em Belo Horizonte entre a noite de domingo e a madrugada desta segunda-feira (9). Em menos de duas semanas, oito ônibus foram queimados na capital mineira e área metropolitana. A Polícia Civil vê relação entre os episódios e trabalha com a hipótese de que parte das ações foi ordenada de dentro da Penitenciária Nelson Hungria, em Contagem, na Grande Belo Horizonte.

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ônibus são incendiados em Minas Gerais
Os ataques ocorreram após a mudança de direção da penitenciária de segurança máxima e a realização de uma varredura na unidade prisional , no último dia 25. Na ocasião, agentes penitenciários encontraram em poder dos presos 16 celulares, 24 chips e 14 armas brancas, além de maconha, cocaína e crack. Na mesma noite, dez adolescentes incendiaram um ônibus em Contagem.

Após o pente-fino, agentes teriam relatado que foram ameaçados de morte por detentos que alegam pertencer à facção criminosa Primeiro Comando da Capital (PCC).

"Coincidência ou não, após essa varredura começaram a colocar fogo em ônibus. Algumas ações nós achamos que partiram de dentro (do presídio)", disse ao Grupo Estado o delegado Islande Batista, chefe do Departamento de Investigações de Crimes contra o Patrimônio da Polícia Civil mineira. O delegado, contudo, não descarta que outros atos tenham sido praticados por "aproveitadores". Em sete dos oito casos não houve roubo nem vítimas.

Segundo a Polícia Militar, dois homens atearam fogo durante a madrugada desta segunda-feira em um coletivo suplementar da linha 82, que estava estacionado num posto de combustíveis, na Avenida Cristiano Machado, região leste da capital mineira.

Outros dois ônibus suplementares foram incendiados na noite de domingo no bairro Dom Cabral, região noroeste de Belo Horizonte. De acordo com o Corpo de Bombeiros, os veículos estavam dentro do pátio de estacionamento da empresa.

Batista evitou dar detalhes da investigação, mas disse que espera em breve encerrar o inquérito e esclarecer os crimes. Durante a investigação, uma mulher de 50 anos, acusada de tráfico de drogas, foi presa. Ela é mulher de Messias José Morais, um dos detentos da Nelson Hungria que se autointitula integrante do PCC e afirmou estar por trás de um dos ataques.

A Secretaria de Estado de Defesa Social (Seds) informou que, embora os detentos se declarem integrantes do PCC, todos da unidade foram presos por crimes cometidos em Minas Gerais.

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