Justiça proíbe carnaval no centro histórico de Mariana

Promotor diz que festa causa "risco iminente de danos irreparáveis ao patrimônio federal tombado"

Denise Motta, iG Minas Gerais |

Arquivo/ Divulgação PMM
Igreja de São Francisco, no centro histórico de Mariana
A cidade de Mariana, a 114 quilômetros de Belo Horizonte, está proibida de realizar seu tradicional carnaval no centro histórico.

Em decisão liminar, o juiz Alexsander Antenor Penna Silva permite apenas que pequenos blocos e bandas com instrumentos de percussão, e sem amplificação, desfilem pelo centro histórico de Mariana, que tem pouco mais de 54 mil habitantes.

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Para a atuação das pequenas bandas e blocos, o juiz determinou que haja policiamento ostensivo sob pena de multa.

A liminar do magistrado atende pedido do promotor de Mariana, Antônio Carlos de Oliveira. Em ação protocolada na última segunda-feira (13), Oliveira pediu a restrição do carnaval na cidade com base em relatórios do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan).

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“A situação apontada na festa carnavalesca nas ruas do núcleo histórico de Mariana traz, sem dúvida alguma, risco iminente de danos irreparáveis ao patrimônio federal tombado, especialmente protegido por lei”, diz o promotor.

O juiz, ao deferir a liminar, entendeu como pertinente a proteção do patrimônio, aliada à falta de autorização para realizar o evento, por parte do Iphan e do Corpo de Bombeiros e ainda levou em consideração manifestações contrárias ao carnaval feitas por moradores e a igreja católica.

A prefeitura de Mariana foi procurada pelo iG, mas ainda não se manifestou sobre o caso. A programação do Carnaval no centro histórico incuia apresentações de MC Leozinho, a dupla sertaneja Antônio Carlos e Renato, além da banda mineira Du Bando, os baianos Babado Novo e o grupo de pagode Molejo.

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