Justiça decide indenizar em R$ 10 mil mulher que achou rato morto em pipoca

Sentença da Justiça mineira é em primeira instância e fabricante poderá recorrer; mãe e filho comeram a pipoca antes de notar que havia um rato

Denise Motta, iG Minas Gerais |

Uma mulher deve ser indenizada em R$ 10 mil por encontrar um rato morto dentro de um saco de pipocas na cidade de Ipatinga, a 220 quilômetros de Belo Horizonte. A decisão, em primeira instância, é da juíza Maria Aparecida de Oliveira Grossi Andrade, da 2ª Vara Cível da comarca de Ipatinga, do Vale do Aço.

De acordo com a denúncia da mulher, cuja identidade não foi revelada pela assessoria de imprensa da Justiça mineira, foi o filho dela quem recebeu o saco de pipocas doces Plinc em sua escola. Mãe e filho ingeriram o produto antes de notar que havia um rato dentro do saco.

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A Distribuidora Acauã Comércio e Indústria de Produtos Alimentícios Ltda. (Fábrica de Pipocas Plinc), condenada a indenizar a mulher, alegou em processo que suas pipocas passam por um rigoroso processo de qualidade durante a produção e negou que houvesse a possibilidade de se encontrar um rato morto dentro da embalagem. Disse, ainda, que suas instalações estão “em perfeito estado de conservação e que trabalha respeitando as regras da Vigilância Sanitária”.

A mulher, quando se deparou com o fato, foi orientada por uma promotora de Justiça a fotografar o fato e levar o caso aos tribunais. E a juíza responsável por julgar o caso, entendeu que a empresa que produz e comercializa as pipocas não provou que o produto passa por rigoroso processo de qualidade e inspeção.

“A dor moral é presumível, uma vez que se liga à esfera íntima da personalidade da vítima e somente ela é capaz de avaliar a extensão de sua dor”, afirmou na sentença. A empresa condenada poderá recorrer da decisão.

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